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sábado, 1 de outubro de 2011

Janaina, Otto e mais Otto

"Havia rosas no mar
Havia ondas na areia"



O vídeo é lindo, o que é essa visão submersa? Tô pra ver azul mais bonito. A música também é linda e o Otto então. O registro expandiu os limites da manifestação religiosa e isso é que é gostoso, ver todo mundo se apropriando da festa de Iemanjá e transformando num dia ainda mais bonito. Só resta dizer que já sei onde estarei dia 2 de Fevereiro.

E por falar em Otto...

Essa semana numa das minhas recorrentes crises de saudades do show do Uberlândia encontrei um vídeo com pedaços dos shows e uma entrevista do cantor. Só preciso dizer duas coisas: sei de quem foi aquele grito em "Pra Ser Só Minha Mulher" (nessas horas a 'metidez' da minha voz não me deixa enganar) e "eu sou uma pessoa intensa", também adoro quando ele diz "eu sou um homem independente".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Andei, andei, andei pra Luz



Lurdez da Luz, cantora, compositora e mulher.

O clima de nostalgia perdurou na minha playlist, a não ser o Lira, lançamento solo do Lirinha só tenho ouvido álbuns já bem conhecidos. Bem, nem tanto. Tenho descobrido muita coisa dentro de coisas que já ouvia faz tempo.

Voltei a ouvir Na Confraria das Sedutoras, álbum do Três na Massa que tem uma cantora a cada faixa, conheci muitas delas por lá, mas como isso de descobrir artistas depende do feelling, não posso dizer que depois daí conheci todos os trabalhos de todas as artistas. O lado bom é que sempre sobra alguma coisa pra ser redescoberta em audições posteriores.


Assim foi que entre as loucuras de trabalhos pra fazer, ouvindo o álbum distraidamente casou de um dos meus respiros caírem na faixa 12, Sem Fôlego com Lurdez da Luz, já tinha ouvido muito falar a respeito e até escrevi sobre ela - alias numa das postagens mais legais que fiz pro site da Música Fora do Eixo - aí as experiências, a letra, o ritmo e a minha própria vontade de me aproximar do Rap nacional me aproximaram da luz.

Meu produto é interno e bruto.

Lurdez é linda! Sempre bem vestida e exalando bom astral  canta o amor, idealiza, sonha, coloca tudo isso num ritmo gostoso, suingado. É uma experiência diferente do que a gente espera quando ouve o termo rap, acho que pra começar a se inserir nesse mundo é um ótimo começo, a identificação feminina vai ser bem natural.

Seu primeiro álbum - homônimo - é lindo, a capa, o conteúdo, tudo, tudo. Vai ser reprensado pela Fora do Eixo Discos e logo logo vai chegar na nossa banquinha. Na nossa ou em qualquer uma próxima a você (/merchan). 



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vagabundos

No conexão vivo...

- Moço você é o Pedro Luís, do Pedro Luis e a Parede?

Desde sexta no encontro com o Pedro falso fiquei com saudade de ouvir o álbum Vagabundo do Ney Matogrosso e PLAP.


Admiro muito o Ney e a interação dele com a nova geração da música brasileira, não que esse exemplo seja o mais fiel, mas o show com a banda Tono que eu até postei aqui o vídeo e a versão de Veja Bem, Meu Bem dos Hermanos ilustram bem isso.

Vagabundo é uma experiência divina, uma sonoridade que tem gosto de pecado, do melhor deles. As vozes casaram, ou treparam bem.

É como se Ney fosse a cachaça e Pedro Luis e a parede limão e açúcar, os dois ficam indiscutivelmente melhor juntos.

Duvida?

domingo, 11 de setembro de 2011

Lira de Lirinha


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José Paes de Lira, o Lirinha do Cordel do Fogo Encantado lançou seu primeiro álbum solo. Pra quem está com saudade dos tambores do Cordel ainda não é satisfatório, mas para quem delirava de vontade de ouvir de novo a voz marcante e as letras que rasgam a gente por dentro, é uma experiência fantástica.

"Mas ninguém viu a marca no meu corpo, como é que pode alguém entrar e dentro se desmanchar?"

É um remédio pra quem sofre de saudade, quem vive de amor, quem se alimenta de paixões. Pode não ser forte como a gente tá acostumado a sentir a presença do Lirinha, mas é arrebatador dentro da sua nova atmosfera, dos novos caminhos da suas melodias que agora deixa de ser essencialmente percussiva  e ganha outros embalos.


O disco conta com a participação de Otto na faixa Valete e é particularmente especial não só pela presença do cantor, mas pelo tom diferente da música, a suavidade, o nível de entrega. Valete também conta com a voz de Ângela Ro Ro (sim, aquela mesma...). Fernando Catatau toca violão em Sidarta e eu fiquei com gostinho de quero voz - ai, aquele sotaque...

Falando em participações, quem fecha o álbum é João Diniz Paes de Lira, filho de Lirinha que interpreta uma música de sua própria autoria, o mais interessante é que é em inglês, quebra de linguagem, mas não de emoção.

Com tudo isso só dá pra dizer que Lira é um álbum todobom!, completo, lindo! E está dispoível para download no site oficial com todas as letras, ficha técnica e demais informações.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desvendra

Devendra Banhart
As fotos do Devendra Banhart sempre inspiram minhas langanhagens, vide head do blog (apropriação pura da arte alheia). Essa então desde que vi pela primeira vez, me apaixonei. Tem alguma coisa de muito mágica nos olhos. 

Não há muito mais o que falar. Pensei na duração do vídeo, um minuto parece deixar tudo mais chato, pensei, pensei e resolvi deixar assim, a gente valoriza demais os segundos isolados e esquece do conjunto, esquece de perder um pouco dessas horas do tempo para simplesmente olhar.

O Afoxé Ele Me Lê é da banda Tono, que já deu seus pulos por aqui. O título é um jogo de palavras proposital, para bom entendedor meia palavra basta.

Check it out.


domingo, 28 de agosto de 2011

Miranda July


Miranda July é uma linda. Videomaker, artista, escritora e dona das ideia mais divertidas, lindas e inusitadas que um ser humano pode ter.

Não há como falar, o trabalho de Miranda só tem efeito quando é visto mesmo. Eu fui vendo aos poucos até depois linkar que todas aquelas coisas bacanas vinham de uma só pessoa.

Então para fisgar o coração dos desconcentrados um pedacinho do que O Futuro promete ser...

Miranda July: The Future on Nowness.com.

E se você além de distraíd@ é assim como eu "do amor" vai adorar Learning to Love You More eu prometo realizar pelo menos 7 dos 70 pontos e postar aqui. Se alguém quiser me acompanhar o pior é que pode acontecer é você aprender a se amar mais.

Se você quer passar por uma experiência diferente, que tal visitar O Corredor?

The Hallway from The Hallway on Vimeo.


Além de filmes, exposições, fotografias e tudo o mais Miranda também faz esculturas, no projeto Eleven Heavy Things (onze coisas pesadas) ela flerta com essa possibilidade de interação das peças com as pessoas.

Muitas fotos do projeto eu vi no Don't Touch My Moleskine que tem um acervo muito bom principalmente quando se trata de July.



Para saber mais: mirandajuly.com


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contenteza - Paulo Monarco e a Catrupia

Durante essa semana, nos dias que seguiram depois ao show de Paulo Monarco que aconteceu na quarta, eu fiquei com essa música na cabeça, martelando... E foi aí que até o youtube me traiu, porque não tinha como encontrar nada na rede.

Ontem no Festival de Inverno enquanto matávamos o tempo - na vontade absurda de matar Victor e Leo - eu comentei com Isa (a baixista) o quanto a agonia de não ter a música ainda estava me consumindo.

Foi aí que ela me iluminou e falou que já estava no portal e hoje uma das primeiras coisas que fiz quando acordei - ou melhor recobrei a consciência - foi procurar. Bom que Paulo já explicou tudinho aí nos primeiros segundos e no mais o que eu preciso dizer é: a gente é que agradece, man.

Agradecemos pelo show lindo, pelo misto de emoções que foi a noite, pela delícia de som e especialmente pela música, por essa parceria maravilhosa, entre duas pessoas maravilhosas.

Ah, eu particularmente agradeço a quem gravou esse vídeo.


domingo, 14 de agosto de 2011

Ida Maria

As minhas descobertas musicais estão sempre muito atreladas ao meu momento emocional. Desse modo “I Eat Boys Like You For Breakfast” me soa como uma frase genial agora. E de fato foi isso o que me fisgou.

Estava perambulando pelo twitter, quando uma luz se acendeu brilhante, num link que tinha como titulo essa sacada genial, cliquei pra saber do que se tratava e cheguei até Ida Maria.

Ida Maria, rebelde, pulsante, ousada, divertida. Ida Maria, tudo o que eu precisava para o momento.

Como o MySpace caiu e o Toque no Brasil ainda é uma plataforma somente nacional, eu fui ao Youtube minha fonte internacional - sempre ali prontinho e recheado de conteúdo, nunca me deixando na mão – e carreguei tudo o que podia sobre a cantora, sem preferindo as músicas de nome mais inusitados, lógico.

Isso foi alimentando meu interesse e conforme a afinidade com as músicas iam surgindo, fui buscando maiores informações. Google God, sempre eficiente nesse momento. Ida Maria, norueguesa, vinte e poucos anos, sofre de sinestesia (as vezes acho que isso deve ser muito legal), guitarrista, irreverente...

Daí até começar a contextualizar suas músicas a partir dos álbuns lançados foi um pulo. O primeiro grande hit “I Like You So Much Better When You’re Naked” apesar da minha predisposição a me apaixonar sempre pelo primeiro álbum, pareceu meio cru, um monte de palavras jogadas em cima de uma melodia desconexa, nada batia.

Mas talvez meu julgamento tenha sido tão cruel com Fortress Round My Heart porque eu ouvi primeiro Katla, e se você baixar os dois álbuns e repetir a experiência – ouvir o segundo antes do primeiro – vai entender o que estou dizendo. Katla, o segundo trabalho da artista é dosado, é um álbum com corpo, com presença, é de uma rebeldia sexy.

Ida é uma cantora coringa, combina com Bárbara Eugênia na minha playlist, mas também combina com Cibelle. Vai bem com as alfinetadas da Lilly Allen e no aleatório a diferença com a Nina Becker nem é gritante. Vale a pena pelo menos em dias que a gente precise dizer, Como caras como você no meu café da manhã.








domingo, 24 de julho de 2011

Afinal, o que querem as mulheres?

Não que a postagem tenha muito a ver com o seriado da rede Globo, apenas a raiz do pensamento é a mesma. Afinal, o que querem as mulheres?

Analisando numa perspectiva ampla, as mulheres querem muitas coisas... Mas o que elas querem dos homens? O motivo que me levou a refletir sobre isso foi algumas músicas que vão além de canções de amor e fazem um estudo exclusivo do papel masculino.

Homens de verdade são sensíveis ou machões?

Amy Winehouse diz - dizia? - “You should be stronger than me” (você deveria ser mais forte que eu) numa música que reclama do que atualmente consideramos o tipo ideal de homem, dedicado e cuidadoso, carinho ao extremo, a letra ainda vai mais além com frases provocativas como "Don't you know you supposed to be the man?" (Você não sabe que deveria se ro homem?) ou... "I'm not gonna meet your mother anytime" (Não vou conhecer sua mãe hora nenhuma). Tudo isso para defender o tipo machão, que não perde tempo com bobagens sentimentais.

De forma enfática, mas divertida Katy Perry também se mostra revoltada com os trejeitos efeminados do seu parceiro. Ainda mais direta e ousada a cantora declara enfática “ur so gay that you dont even like boys”. Numa descrição do ‘jovem moderno’ e seus cuidados excessivos com a imagem. Quando as críticas caem nesse campo é impossível não questionar a sexualidade do homem em questão, sempre acusando ou se perguntando: 'Será que ele é gay?'


Por outro lado Lulina, mesmo com sua delicadeza infinita idealiza em Meu príncipe um homem que inverta os papéis com sua parceira, "arruma toda a casa, prepara minha comida enquanto eu tô no botequim". Um exímio exemplar doméstico com todas as características vista pela nossa sociedade como femininas.

Cibelle se junta ao time das menininhas ‘pra frente’ com seus garotos moderninhos buscando um exemplar direto de marte, que use roupas legais e ofereça uma bebida. Será que os homens interessantes só existem em Marte agora? A gentileza masculina está evaporando mais rápido que a água?

Claro que o que realmente conta é a afinidade entre as pessoas e que não existe uma receita de como produzir o homem perfeito. Mas uma coisa é verdade, independente do estilo mais rústico ou delicado da figura em questão o que importa é quebrar esses clichês que cercam os relacionamentos e sobre isso a dupla Miranda Kassin e André Frateschi dão uma senhora lição de moral na classe masculina seguida de uma das canções mais lindas da banda Cérebro Eletrônico, Dê.

E chega dessa eterna covardia amorosa.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico

Enérgico. Rompante. Aéreo.

Bater Deus e o Diabo no Liquidificador rende uma combinação gostosa e contemporânea. Onze estágios sublimes com experimentações psicodélicas, cotidianas, analíticas, desordeiras e estonteantes.

É de perder a decência.

A mistura que mais parece um coquetel de substâncias psicoativas é o terceiro álbum dos @cerebrais. Um pseudo estudo dessa classe urbanóide, dos dramas da ressaca – moral também conta – ou da cara limpa mesmo e dos amores, por que não? Também há espaço para o amor nessa loucura de vida. Para o melhor dos amores.

Porque “eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama” não é pouca coisa.

Mas as faixas vão além da construção mirabolante/extraordinária das letras, uma explosão de estilos musicais aparecem ligados numa 220V. Circuito ou veias? O que guia essa experimentação tem uma pegada muito forte, é o jeitinho próprio, que no Pareço Moderno já é decisivo, é essa indução ao ultra-contemporâneo. Esse carnaval desestabelecido.

É pra sair, se jogar no iê iê iê, no bafafá...

Mas se não parece satisfatório experimente a cereja do bolo, Hélio Flanders do Vanguart embala uma das canções mais fiéis a minha teoria a respeito do álbum. A Garota Estereótipo, esses pequenos seres clichês que povoam a terra. A terra e a imaginação da maioria dos artistas, meio Alcalina (uma menina fatal...), meio Matriz (menina singular...), mas com um toque de deboche e até delicadeza que só um Cérebro Eletrônico é capaz de produzir.

Resultado final: todobom! Um álbum gostoso que dá vontade de continuar escutando, repetindo e relembrando os outros trabalhos da banda. Nada melhor que saber que vai poder encontrar mais de alguma coisa que você goste muito. Bom que esteja tudo ambientado numa atmosfera parecida, mas que não deixe a sensação de mais do mesmo. Cérebro é assim. Os dados estão Lançados.



domingo, 22 de maio de 2011

Legalizar ou não não sendo questão...


A repressão sofrida pelos manifestantes na Marcha da Maconha leva a pensar em questões além da legalização. E muito mais básicas que isso como o direito de se expressar livremente.

A violência usada pelos policiais para reprimir o movimento me assusta. Quão longe o uso da força e da violência vão em nome da sociedade e qual a necessidade disso diante de uma manifestação pacífica?

A repressão aos jornalistas sobretudo é o principal ponto para perceber que alguma coisa está errada. Se uma justificativa falha pode - ainda que com contestações - ser aceita para acatar a maneira agressiva com que agiram os policiais contra os manifestantes. Nada pode servir como desculpa para o ato grosseiro e a tentativa de afastar a imprensa, a tentativa que impedir um profissional de cumprir o seu dever.

Mais do que isso a repressão implica em proibir que a informação chegue a sociedade e isso fere ao direito previsto na Constituição. Já que são os cidadãos que pagam o imposto que paga os salários destes profissionais os mesmos tem o direito de saber como essas corporações trabalham dentro da sociedade e se o papel a eles dirigidos estão ou não sendo cumpridos de acordo com a lei - que curiosamente os mesmos devem assegurar.

O que acontece é que o sistema está funcionando muito bem para oprimir o lado mais fraco enquanto os verdadeiros problemas que assolam a população ainda estão soltos. Estão batendo em pessoas conscientes que fazem direito do seu direito de se expressar enquanto dezenas de traficantes que comandam e reorganizam os grandes centros periféricos continuam a exercer o seu poder nos morros.

Eu continuo a me perguntar, porque é que isso continua assim se até eu que nunca disputei uma eleição - nem pretendo - sei que está errado?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Entre Amigos

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Eu já até falei sobre isso por aqui antes, os artistas e seus projetos paralelos. O curioso é que dentro desse universo existe uma serie de infinitas combinações que podem gerar resultados múltiplos e inusitados.

Como exemplo dessa pluralidade a trupe de Devendra Banhart, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti contabiliza pelo menos seis projetos. É claro que contabilizando os outros artistas envolvidos o número de bandas aumenta consideravelmente, mas creio que esses três - seis? - já geram informação suficiente.

Amarante original do grupo Los Hermanos aproveitou a parada da banda para respirar novos ares e se instalar fora do Brasil. Já nos Estados Unidos participou do álbum Smokey Rolls Down Thunder Canyon do Devendra Banhart gravando a faixa Rose e não demorou muito para se juntar a Fabrizio e sua namorada Binki Shapiro formando o Little Joy.

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Fab que é baterista da banda The Strokes que 'na época' também estava meio de recesso meio em rumores de volta embarcou em outros projetos paralelos ao LJ como o mais que experimental Megapuss em conjunto com Devendra Banhart e Gregory Rogove - da banda Prietsbird. A dupla Dev e Greg ainda volta a se juntar a Amarante e outros músicos para formar o conjunto Devendra & the Grogs.


Em seus projetos originais os três artistas apesar de terem estilos muito diferentes aqui no Brasil conquistaram um público bem parecido - analisando por níveis não há um fã de Devendra que não conheça The Strokes que por sua vez compartilha seus fãs com a banda carioca Los Hermanos que é uma espécie de marco dessa cena toda.

A tendência é que essa diversidade toda agrade, algumas a mais gente, outras refinem seu público pela nível de 'excentricidade', mas são todas passíveis de atenção porque mesmo que não virem grandes hits são manifestações contemporâneas muito expressivas ou simplesmente interações divertidas.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tono Tono!

A banda carioca foi uma das melhores descobertas que eu fiz no Melodybox. Tono tem uma sonoridade gostosa e muito marcante, mesmo suave uma ‘aura’ paira sobre as músicas atribuindo uma identidade que mesmo quando mesclada com outros ritmos se impõe. O segundo álbum da banda merece toda a atenção, lançado em 2010 o disco homônimo ao grupo consegue a proeza de ser todo bom, faixa a faixa.

Não Consigo é a primeira faixa, um bolero envolvente que casa o ritmo ousado com a expressão suave da voz da cantora e é uma das faixas mais características desse trabalho. Destaque para o refrão que consegue desenhar na melodia o que a letra diz.

Segue com Me sara é onde se revela mais uma característica da banda. A presença de dois vocalistas e de gêneros distintos contribui para sustentar a atmosfera de cada canção e contrapor de forma suingada a delicadeza de Claudia e a enérgica – ainda que macia – voz de Rafael.

Sem falsas esperanças tem um balanço gostoso na marcação forte da percussão e seus solos admiráveis de flauta (palavra de semi anti-flautista) e sugere um ritmo gostoso que a continua em Corte no pé, quarta faixa do álbum. Uma explosão de sons que acompanham a letra simples e resulta numa música de grande potencial.

O ritmo todo desacelera na quinta faixa, a única em inglês do disco. O balançar da melodia vai te carregando até te deixar realmente ‘So In’.

Uma vez escutando Aquele Cara na sede do Coletivo a Ana (@anississima) disse ou twittou que eu estava escutando um “arrocha alternativo”. Realmente o ritmo baiano lembra ao longe – e com muito menos ‘requinte’ – será?

"É um afoxé, uma espécie de Macumba" é o que Bem Gil diz sobre a faixa, Ele me Lê é um abre alas – e abre caminhos - das apresentações ao vivo da banda. O ritmo e a repetição dos versos realmente devem funcionar pelo menos pra embalar o público. Oxalá!

Se na faixa anterior os versos eram poucos agora não existem, Mariposa é a única instrumental e seu coro de vozes funciona como outro instrumento melódico. Na minha experiência de audição funciona bem para alinhar meu espírito com a paz que segue no amor de Da Terra pro Sol o dueto delicado que é a canção mais bonita do álbum.

O ritmo contagiante de Sem Falsas Esperanças e Corte no Pé está presente na levada de Distante Demais que conta com um tempero apimentado que dá a presença especial do trombone deixando no ar um pouco do que é de ‘sangue latino’.

O Samba do Blackberry é uma experiência beirando ao indescritível, a letra inusitada e o ritmo quase que inventado é um samba hi-tech que tabém tem seu momento ‘Tono’ com a interferência vocal de Claudia. Sem dúsiva leva o título de faixa delícia.

Fechando essa gama de sons variados e tão expressivos Nega Música é suave, lenta, mas não é morta e surpreende numa saída sintetizada que casa com uma re-execução do álbum.

Destaques:

Me Sara conta com um clipe pra lá de divertido e ainda tem uma versão ‘proibidona’ no melhor estilo todo mundo nu que é melhor ainda, vale conferir.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bárbara Eugênia - Journal de BAD


Charmoso. O álbum da cantora Bárbara Eugênia não poderia ficar sem esse elogio. É uma musicalização de paisagens agradáveis, o som das coisas bonitas. Journal de BAD - que em português seria diário de Bad (apelido da cantora) - tem as mais relevantes das características que a nova cena Paulistana coloca em cena: uma estética agradável. Mas quem quem julga como fútil, se engana. A qualidade das músicas, o peso do repertório já apontam para a qualidade e valorização do trabalho, as participações especiais são só a cereja do bolo.

Faixa a faixa:

01 A Chave - a balada suave traça uma história que já é bem conhecida do coração da gente. Relacionamentos entre erros e acertos, lágrimas e risos e as vezes logo quando superamos lá vem os problemas de volta. A faixa tem esse dom de usar de forma engraçadinha para relatar essa luta feminina que é querer casar.

02 Por aí - O clima colegial me remete a duas memórias cinematográficas. O curta-metragem Espalhadas pelo Ar da Cineasta Vera Egito - eu até já comentei aqui - que se assimila pela temática adolescente ilustrada com a relação com o cigarro e o longa An Education (Educação) que relembra as colegiais da Inglaterra nos anos 60 com a protagonista Jenny. Ambos com uma direção de fotografia divina e também muito delicados, o que só os aproxima ainda mais da canção.

03 Embrace My Heart and Stay - essa não é a única música em inglês do álbum. Além de envolvente e um primor de composição com sua letra riquíssima que implora envolva meu coração e fique ou ainda esqueça dos outros em alguns aspectos me parecem uma versão de You know I'm no Good da Amy Whinehouse só que muito mais sutil, tanto na temática como no estilo provocante da canção.

04 Haru - Original, alegre a seu modo e como sempre delicada. WTF é Haru? Um nome? Nem o google disse.

05 Ficar Assim - Os sons divertidos e meio berrantes da introdução vão dando lugar a doçura da voz de Bárbara. De todas acho que é a mais "bem arranjada" deixa de lado um pouco a simplicidade e se faz mais elaborada. É difícil ter a sorte de um amor sem fim... - Fica até difícil argumentar depois disso.

06 Drop the Bombs - É a outra faixa em inglês do álbum. Se parece com Embrace my Heart and Stay, ao menos começa tão leve e sensual quanto, mas logo é mesclada com uma batida mais pop, que também não dura muito... Essa contraposição vem numa letra bastante vaga e meio ébria até, mas que não deixa de ser - e até mesmo por isso o é - envolvente.

07 Dos Pés - Faixa de ouro, conta com a participação mais que especial do Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico/Jumbo Elektro) é uma cantiga mansa como diria um amigo meu, a batida suave do violão. Ouvi do Carpinejar em algum lugar que amar é andar de mãos dadas de dia e pés dados a noite. Desde a primeira vez que ouvi a faixa esse pensamento me veio a cabeça e acrescentou mais: pés juntos também de dia.

08 Agradecimento - já que falamos de memórias essa faixa também me leva a outras recordações, acho que é um samba do Filipe Catto que também fala dessa coragem de largar tudo quando o que se tem já não é mais suficiente. Nessa a Bárbara é de novo mais sutil, agradece os bons momentos do amor vivido, mas reconhece a necessidade de ter que partir pra novos rumos.

09 O Oposto do Osso - se você já frequentou o blog antes provavelmente já conhece essa frase: vamos viver de chamego e agora sabe da onde veio a inspiração, tanta delicadeza só poderia sair daqui. A marcação das notas graves acompanhando um piano mais leve traz um sensação parecida às encontradas nas faixas em inglês e também por aí se revelando as vezes uma influência meio brega que ainda assim recebe um tratamento refinado.

10 O Tempo - a faixa é do Fernando Catatau e foi lançada originalmente no segundo álbum da banda Cidadão Instigado, não perdeu nada da sua emoção original, qual responsabilidade se deve justamente a uma característica mais rústica que tem o trabalho de Catatau, a suavidade da nova versão apesar de contrapor segurou a força da canção.

11 É, Rapaz! - essa música mescla os diferentes elementos do álbum, o refrão lembra a inocência das primeiras faixas, a letra toda tem esse gostinho de samba como em Agradecimento e alguma coisa na melodia puxa para a elegância de Ficar assim.

12 Dor e Dor - Regravação da música de Tom Zé que conta com a participação do mesmo sustentando o seu apelo poético. É sem dúvida a faixa mais enérgica e talvez experimental, justificando o peso do artista, mas não deixa de ter traços do trabalho da moça.

13 Sinta o Gole Quente do Café que Eu Fiz pra te Tomar - Uma palavra. Quatro Letras. OTTO. Para essa vai o título de faixa delícia do álbum divertida como marchinha de carnaval, a composição é do Tatá Aeroplano (olha ele de novo!) e encanta na simplicidade com versos como "Sinta o gosto tão gostoso do namoro" fechando o disco com chave de ouro com a premissa: "daqui pra frente todos os nossos dias serão mais felizes!"

Destaques:

O destaque vai para a aparição de Bárbara no Grêmio Recreativo do Arnaldo Antunes, onde ela canta entre outras Seis Minutos com o Otto e O Tempo com Cidadão Instigado.

Além dos videos lindíssimos do Música de Bolso:



domingo, 8 de maio de 2011

Só serve pra dançar

Eu já deveria ter feito essa postagem faz muito tempo, mas lá vai.


Muitos de vocês provavelmente já viram esse video, - se vocês foram à sede do @suicabahiana principalmente, rs - mas o fato é que pouca gente sabe da aventura que foi gravar a minha humilde participação, ou melhor nossa né? Porque contei nessa empreitada com o genial companheirismo da minha amiga Lalá (@akauama).

Então, a ideia de gravar foi dela. Eu nem sabia da campanha que o China estava realizando em seu twitter em busca de fazer um trabalho colaborativo com a ajuda do seu vasto público feminino, então, nada disso... A Lara viu e mandou nos mandou - mandou também a Daiane mas esta falhou miseravelmente - o que estava rolando mais ou menos e aí a gente partiu pro modus operanti da coisa toda.

Não sei como surgiu as ideias como o vestuário, as coreografias. Não lembro nem das mais escabrosas como pintar o rosto e soltar bolinhas de sabão, mas lá estávamos nós no dia marcado para gravação que não lembro bem a data, - foi em Dezembro? - as duas usavam branco e short e gravamos numa área de luz aqui que é onde fica a mesa de jantar - minha casa é nosense nesse quesito.



Pra começar teve aquela que foi a pior decisão de nossas vidas, as pinturas no rosto. Olhando assim ficou uma coisa bonita, bacana, diferente (ou não né...), mas o fato é que pra adquirir esses tons vivos e tropicais usamos tinta de tecido, se você já leu o rótulo de algum desses produtos pode adivinhar o resto. E antes de continuar preciso alertar: não façam isso em casa. O fato é que esse tipo de tinta é altamente tóxico, ou seja, faz mal a pele. Dá medo só de pensar que poderia (e ainda corro esse risco!) contrair câncer de pele por essa brincadeirinha.

Pra completar o estrago da tinta estava muito calor e suávamos muito - eu sobretudo, usava uma enorme bata branca - por estar dançando e isso derretia a tinta e pra completar a gente não tinha ensaiado antes. E o suor e a tinta derretida que ardia o rosto só permitiu que gravássemos duas vezes em conjunto e uma vez cada além do vídeo com a bolinha se sabão.

Ah, a bolinha de sabão! Não lembro se foi por zoeira ou se já foi nas intenções de gravar mesmo mas a gente estava brincando com esse brinquedo já fazia um tempo e isso molhada muito o chão, resultado. Lembro de várias vezes que a gente escorregou dançando. E depois de dançar e estamos escorregando até hoje naquele trecho, tá, não.

Acho que nem preciso dizer como apesar de tudo foi um dia pra lá de divertido, a tinta deu um certo trabalho pra sair e acabou deixando umas marcas no rosto, mas nada que a polpa de fruta gelada não tenha amenizado, eu montei uma versão do clipe e mandei pro China que foi muito simpático em responder elogiando nosso trabalho, mas o mais legal mesmo foi poder colaborar com um artista que a gente gosta tanto!

E você também pode ajudar, votando para emplacar o clipe no Top 10 MTV

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vera Egito


A mistura do Brasil com o Egito de fato tem charme e dança bonito.

A cineasta em questão merece mais que um trocadilho porco, afinal não foi a toa que teve dois curtas selecionados para Semana da Crítica de Cannes, abrindo e encerrando uma de suas edições. Se já parece muito pasmem ao saber que esta foi a primeira vez que foram exibidas duas produções de um mesmo autor.


A história não para por aí em quesitos acredite se quiser, Espalhadas pelo Ar, curta-metragem que fechou Cannes com chave de ouro foi o trabalho de conclusão de curso de Vera e contava com uma equipe inteira de marinheiros de primeira viagem, mas que navegaram muito bem e se mostraram muitíssimo talentosos.


Elo, seu segundo curta saiu do forno para a abertura da Semana e conta com a mesma inspiração de seu primeiro trabalho e não por acaso. Justamente essa atmosfera de conexão de vidas aparentemente distintas e de fatos isolados - como nesse caso uma desilusão amorosa e a morte de Elis Regina - é que foram responsáveis por amarrar uma estreia dupla tão brilhante.


Além dos curtas a cineasta assina a direção do clipe Cangote da cantora pernambucana Céu além da parceria com Renata Chebel em Nightwalker, o mais que elogiado recente clipe do cantor Thiago Pethit que conta com a ilustríssima presença da atriz Alice Braga.

No campo da publicidade qual foi minha surpresa ao descobri que é dela três dos comerciais que mais curti, aquele da Claro com um enfoque nas redes sociais, o outro da Hope que ajuda crianças com câncer e o mais que especial de 100 anos do açúcar União que reflete a tradição da data.

Com tudo isso nem é preciso dizer que Vera Egito é uma das apostas no campo do cinema nacional e internacional,mas o melhor é que para além desse reconhecimento todo é um trabalho que vale a pena acompanhar por ser emocionalmente atraente mesmo. Linka além de tudo muita emoção nas imagens, envolvimento e uma séria de coisas que só da pra saber assistindo.

E pra assistir...

espalhadas pelo ar from vera egito on Vimeo.


elo from vera egito on Vimeo.




domingo, 3 de abril de 2011

Musiquinha e chameguinho


A primeira vez que tive contato com os cariocas da Letuce foi por intermédio de Lalá - que sempre descobre as coisas mais fofas do mundo. Esta minha amiga me enviou um vídeo da banda cantando "Depois do Prazer", eu confesso que na hora nem dei a devida atenção, mas é meio assim mesmo que funciona, toda banda tem a hora certa de despertar atenção na gente, muitas vezes é instantâneo, outras vezes não.

Foi num dia, não mais que do nada revendo essas fofuras de vídeos e prestando mais atenção no próprio citado anteriormente (o do Churrasquinho Sunset) é que entendi onde a banda fincou suas raízes e criou sua identidade, aí sim foi amor a primeira vista.

Além da voz suave e melodia que acompanha essa delicadeza do jeito certo, além de fazer essas versões de músicas de pagode romântico, além de arrasar no visual, além de tudo isso a Letícia e o Lucas, integrantes da banda, são fortes candidatos a serem o casal moderno mais fofo, lindo e engraçadinho da face da terra. Os dois são um chamego só, nos clipes, nas apresentações ao vivo, da gosto de ver.

O mais legal disso tudo é que essa virou uma marca registrada da banda, como disse anteriormente o romance do casal se tornou uma identidade única e de muito sucesso. E tudo isso acontece de forma muito natural, leve e cria uma atmosfera gostosa que não enche o saco de quem está ouvindo ou vendo o show.

Acho que mais não dá pra falar, o resto dá pra sentir assistindo ao clipe...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Câncer

Bateu a porta com força, mais cedo já tinha arrumado tudo. Ou será que bateu a porta com tudo e mais cedo já tinha arrumado força? O fato é que saiu. Saiu e deixou só um maço de cigarro sobre a mesa, tanta coisa pra se esquecer, livros com marcas nossas, cartas mal acabadas feitas de bilhetes para geladeira, mas só ficaram mesmo os cigarros.

Já fazia tempo aquela minha inquietação, ensaiei mil maneiras de lhe dizer aquilo, em todas elas você estava tão frágil e eu decidida enquanto me olhava no espelho e repetia quase com certeza eu vou ter que te deixar. De tanto que repeti acreditei mais do que o que deveria, de tanto dizer achei que até você já tinha escutado.

Mas faz poucos dias desde aquela manhã que eu realmente disse e você nem reagiu mal, levantou e perguntou se eu estava certa, acho que minha convicção ensaiada funcionou tão bem que você a sentiu pairando no ar e foi aí que não esperou a resposta, aproveitou e saiu, foi até o quarto e eu também saí, fui direto para a escada e lá fiquei algumas horas pensei em ir lá de novo e te dizer novamente, estava incompleta, me faltava uma reação sua.

E naquele dia foi tudo o que aconteceu e mal nos falamos até então, quando hoje cheguei cansada depois de um dia todo na rua, por aí e sem destino, após ter saído de casa sem nem ter calçado os chinelos, entrei a tempo de te ver saindo e batendo a porta, provocando finalmente algum estrondo.

Dei uma olhada em volta e me deparei com o maço aberto sobre a mesa, decidi calibrar o seu cheiro que já era forte dentro da sala, ascendi um cigarro e depois outro e outro, seguidos, descompassados e com os pés sujos timidamente sobre o centro, acho que porque sabia que você censuraria tal ato, acho que porque queria que você voltasse e se esquecesse de tudo e aí reparasse nos meus pés e esse fosse nosso maior problema. Senti um frio estranho que me fez encarar a janela onde a cortina solidária tremia junto comigo.

Trêmula, pensando na quantidade de nicotina que eu já ingeri, me levantei e fechei a janela, fiz mal, porque agora era eu a única que tremia na sala e era sem explicação. A passos lentos fui conferir no armário se você não esqueceu nada, não, talvez só tenha esquecido de ficar e de esquecer tudo o que eu disse. Acendi outro cigarro e fiquei até com raiva por um minuto pela bagunça que você fez entre minhas coisas procurando pelas suas, mas isso é nada diante da bagunça que você fez na minha vida enquanto saía dela. O que eu faria agora com tanto espaço no armário? De certa forma gostava de me amontoar entre seus pertences.

Mas logo encontro um jeito de te apagar de mim, só preciso de mais um tempo, para me orientar e entender que tudo isso é simples falta de hábito, estranhamento. Logo eu te limpo de todas as minhas músicas favoritas e dou a elas o sentido vazio e distante de antes. Preciso queimar tudo, mas toda vez que ascendo o isqueiro não faço mais que produzir cinzas, acho até que estou provocando o efeito contrário e estou te tragando pra dentro de mim cada vez mais. Agora eu tenho todo o espaço que queria, o que vou fazer com ele?


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Billie Jean

O que podem Caetano Veloso, Gabe Saporta e Peter Doherty ter em comum?
Aparentemente nada além de serem muito bom no que fazem e todos serem músicos, mas acontece que os três além de serem uns dos meus maiores ídolos cantaram em algum momento da sua vida, esta música.

Caetano Veloso - Billie Jean


Cobra Starship - Billie Jean


Babyshambles - Billie Jean


Os artistas tem estilos diferentes entre si, mas a linguagem musical é mesmo universal se tratando de Michae Jackson então a coisa fica ainda mais interligada. O legal é perceber as versões e como a música se encaixa dentro de cada estilo.