
Evento realizado pelo Coletivo Suíça Bahiana e como parte dessa organização é que digo de boca cheia: que delícia é ver que numa noite de quinta-feira - mesmo tendo trabalho, escola ou o que seja no outro dia de manhã - tem gente que sai de casa para prestigiar bandas essencialmente autorais, bandas que não estão tocando na rádio, não estão na TV e que apostam em algo que realmente querem fazer.

Esquema doido e totalmente fora do eixo mesmo. No interior da bahia, num dia improvável. Quem diria que tinha tudo pra dar certo? Ninguém. Mas o coletivo apostou porque é nesse tipo de 'conjuntura' que a gente acredita, nessa forma de trabalho apostando no que é novo e tá dando, está acontecendo e melhor que isso, transformando a sociedade e criando essa nova cena cultural. O projeto está construindo novos públicos e logo de alguma forma influindo pra que possa surgir também uma nova mentalidade. Quebrando as regras do que tem sido esse tal de entretenimento ou lazer.
Surgem novos valores que funcionam bem dentro desse ciclo, a resposta do público estimula cada vez mais bandas se formarem e começarem cada vez mais cedo a apostar em seus próprias canções. Com mais artistas existe mais necessidade de circulação gerando mais shows, atraindo mais público e movimentando uma indústria que nasce fora dos padrões e que dá espaço pra todo mundo crescer junto.
Produtores, bandas e público nesse processo que tem crescido e aponta como talvez a única alternativa para perpetuar um novo estilo de cultura de massa, não mais engolindo o que foi ditado pela mídia, mas entrando nessa e chamando a responsabilidade pra si. Fique atento às novas palavras de ordem, agora é a vez do solidário, social e criativo.
Somos todos parte dessa história de produção cultural colaborativa.