terça-feira, 30 de agosto de 2011

China - Moto Contínuo


Quando os seus pés vão se encontrar com os meus?

Finalmente saiu o novo álbum do China, eu particularmente esperava muito por isso.
Esperava tempo adentro. Esperava de expectativa. De qualquer modo, esperava impaciente.

Um pouco como esperava Moto Contínuo chegou com uma pegada justa. Justa por ser condizente com o envolvimento do China no Del Rey, por ser um puta álbum bem feito, por ter um monte de mulher foda fazendo participações especiais. O que é aquela faixa - Overlock - com a Pitty?

Parecia que eu estava com o espírito tratado para receber o CD. Fui me conectando com cada faixa, absorvendo o máximo possível desde a primeira audição. Um monte de frases batendo de imediato, outras prontas para serem redescobertas a partir de segundas, terceiras e quartas audições. As nuances da melodia então, cada hora uma surpresa nova e a certeza de que vou me apaixonar por esse álbum muitas vezes ainda.

Tá ficando chato, mas eu tenho que dizer o quanto a voz desse menino é envolvente. Que presença forte, o melhor de tudo é que vai ter sempre um gosto de maladragem, Um 'joinha'. A culpa é desse sotaque gostoso.

E é embebida pelo álbum, desenvolvendo o texto nos passos desse meu caminho entre faixas que declaro Moto Contínuo é TODOBOM! E eu me sinto estranhamente orgulhosa, feliz por ver o quanto esse álbum complementa os outros dois e todo o resto. Feliz pelo trabalho ter ficado tão lindo.

Baixe aqui o álbum e retweet o @chinaina, curta no facebook - vale a pena ele tá com um buchinho lindo na foto! - divulgue etc, etc.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Playlist Fundo de Caderno

Eu sou uma pessoa com terríveis problemas de concentração. A porta bateu, alguém espirrou, a formiga passou e pronto lá e foi quem estava se dedicando a alguma coisa.

Quando está tudo no maior marasmo, aquela combinação impecável que todo professor deseja de sala de aula silenciosa + comentários participativos não-provocativos de vez em quando, ah, aí tudo fica pior. Nesses momentos, um dos meus passatempos é escrever, ficar passando para o papel tudo o que perturba minha cabeça.

Na maioria das vezes essas coisas ficam só no fundo do caderno mesmo, são músicas, poesias, palavras soltas, qualquer coisa que fuja à realidade. Bem, elas ficavam... Porque num desses dias de playlyrics eu decidi compartilhar tudo isso que não faz sentido com o resto do mundo. Começando por quem visita meu blog.

Tentei não repetir artistas - já que Caetano, Chico e Otto comandam o espaço - e montei no Grooveshark uma listinha com algumas das músicas que fazem algum sentido par ao meu subconsciente - já que muitas são escritas dezenas de vezes, devem ser mantras.

Escute, mas não tente entender:



Mais playlists feitas por mim: http://grooveshark.com/#/garotaclinica

domingo, 28 de agosto de 2011

Miranda July


Miranda July é uma linda. Videomaker, artista, escritora e dona das ideia mais divertidas, lindas e inusitadas que um ser humano pode ter.

Não há como falar, o trabalho de Miranda só tem efeito quando é visto mesmo. Eu fui vendo aos poucos até depois linkar que todas aquelas coisas bacanas vinham de uma só pessoa.

Então para fisgar o coração dos desconcentrados um pedacinho do que O Futuro promete ser...

Miranda July: The Future on Nowness.com.

E se você além de distraíd@ é assim como eu "do amor" vai adorar Learning to Love You More eu prometo realizar pelo menos 7 dos 70 pontos e postar aqui. Se alguém quiser me acompanhar o pior é que pode acontecer é você aprender a se amar mais.

Se você quer passar por uma experiência diferente, que tal visitar O Corredor?

The Hallway from The Hallway on Vimeo.


Além de filmes, exposições, fotografias e tudo o mais Miranda também faz esculturas, no projeto Eleven Heavy Things (onze coisas pesadas) ela flerta com essa possibilidade de interação das peças com as pessoas.

Muitas fotos do projeto eu vi no Don't Touch My Moleskine que tem um acervo muito bom principalmente quando se trata de July.



Para saber mais: mirandajuly.com


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contenteza - Paulo Monarco e a Catrupia

Durante essa semana, nos dias que seguiram depois ao show de Paulo Monarco que aconteceu na quarta, eu fiquei com essa música na cabeça, martelando... E foi aí que até o youtube me traiu, porque não tinha como encontrar nada na rede.

Ontem no Festival de Inverno enquanto matávamos o tempo - na vontade absurda de matar Victor e Leo - eu comentei com Isa (a baixista) o quanto a agonia de não ter a música ainda estava me consumindo.

Foi aí que ela me iluminou e falou que já estava no portal e hoje uma das primeiras coisas que fiz quando acordei - ou melhor recobrei a consciência - foi procurar. Bom que Paulo já explicou tudinho aí nos primeiros segundos e no mais o que eu preciso dizer é: a gente é que agradece, man.

Agradecemos pelo show lindo, pelo misto de emoções que foi a noite, pela delícia de som e especialmente pela música, por essa parceria maravilhosa, entre duas pessoas maravilhosas.

Ah, eu particularmente agradeço a quem gravou esse vídeo.


domingo, 14 de agosto de 2011

Ida Maria

As minhas descobertas musicais estão sempre muito atreladas ao meu momento emocional. Desse modo “I Eat Boys Like You For Breakfast” me soa como uma frase genial agora. E de fato foi isso o que me fisgou.

Estava perambulando pelo twitter, quando uma luz se acendeu brilhante, num link que tinha como titulo essa sacada genial, cliquei pra saber do que se tratava e cheguei até Ida Maria.

Ida Maria, rebelde, pulsante, ousada, divertida. Ida Maria, tudo o que eu precisava para o momento.

Como o MySpace caiu e o Toque no Brasil ainda é uma plataforma somente nacional, eu fui ao Youtube minha fonte internacional - sempre ali prontinho e recheado de conteúdo, nunca me deixando na mão – e carreguei tudo o que podia sobre a cantora, sem preferindo as músicas de nome mais inusitados, lógico.

Isso foi alimentando meu interesse e conforme a afinidade com as músicas iam surgindo, fui buscando maiores informações. Google God, sempre eficiente nesse momento. Ida Maria, norueguesa, vinte e poucos anos, sofre de sinestesia (as vezes acho que isso deve ser muito legal), guitarrista, irreverente...

Daí até começar a contextualizar suas músicas a partir dos álbuns lançados foi um pulo. O primeiro grande hit “I Like You So Much Better When You’re Naked” apesar da minha predisposição a me apaixonar sempre pelo primeiro álbum, pareceu meio cru, um monte de palavras jogadas em cima de uma melodia desconexa, nada batia.

Mas talvez meu julgamento tenha sido tão cruel com Fortress Round My Heart porque eu ouvi primeiro Katla, e se você baixar os dois álbuns e repetir a experiência – ouvir o segundo antes do primeiro – vai entender o que estou dizendo. Katla, o segundo trabalho da artista é dosado, é um álbum com corpo, com presença, é de uma rebeldia sexy.

Ida é uma cantora coringa, combina com Bárbara Eugênia na minha playlist, mas também combina com Cibelle. Vai bem com as alfinetadas da Lilly Allen e no aleatório a diferença com a Nina Becker nem é gritante. Vale a pena pelo menos em dias que a gente precise dizer, Como caras como você no meu café da manhã.








sábado, 13 de agosto de 2011

Pausa para outras atualizações

Fui pra São Paulo atrapalhada, passei lá alguns dias atrapalhados, mas tudo foi clareando de alguma forma aos poucos. Queria muito ter paciência e memória para desenvolver um relato sobre os dias, mas não há.


Posso dizer que voltei de lá com alguma coisa a mais na bagagem. Ou a menos. Deixei uma grande parcela do meu discurso de não sei viver nesse mundo moderno e até confesso que ele parece bem estúpido agora.

Voltei com novas experiências deliciosas. Com novos momentos especiais para se somar ou substituir alguns outros. Talvez eu tenha encontrado naquela cidade mais um lugar no mundo mesmo quando estava muito perdida.

Ou talvez tenha sido um ponto isolado. Talvez mesmo depois de tudo eu continue sendo esse Eclipse Oculto.
[in]felizmente.