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domingo, 1 de maio de 2011

Quinta é o novo Sábado



Evento realizado pelo Coletivo Suíça Bahiana e como parte dessa organização é que digo de boca cheia: que delícia é ver que numa noite de quinta-feira - mesmo tendo trabalho, escola ou o que seja no outro dia de manhã - tem gente que sai de casa para prestigiar bandas essencialmente autorais, bandas que não estão tocando na rádio, não estão na TV e que apostam em algo que realmente querem fazer.


Esquema doido e totalmente fora do eixo mesmo. No interior da bahia, num dia improvável. Quem diria que tinha tudo pra dar certo? Ninguém. Mas o coletivo apostou porque é nesse tipo de 'conjuntura' que a gente acredita, nessa forma de trabalho apostando no que é novo e tá dando, está acontecendo e melhor que isso, transformando a sociedade e criando essa nova cena cultural. O projeto está construindo novos públicos e logo de alguma forma influindo pra que possa surgir também uma nova mentalidade. Quebrando as regras do que tem sido esse tal de entretenimento ou lazer.

Surgem novos valores que funcionam bem dentro desse ciclo, a resposta do público estimula cada vez mais bandas se formarem e começarem cada vez mais cedo a apostar em seus próprias canções. Com mais artistas existe mais necessidade de circulação gerando mais shows, atraindo mais público e movimentando uma indústria que nasce fora dos padrões e que dá espaço pra todo mundo crescer junto.

Produtores, bandas e público nesse processo que tem crescido e aponta como talvez a única alternativa para perpetuar um novo estilo de cultura de massa, não mais engolindo o que foi ditado pela mídia, mas entrando nessa e chamando a responsabilidade pra si. Fique atento às novas palavras de ordem, agora é a vez do solidário, social e criativo.

Somos todos parte dessa história de produção cultural colaborativa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vera Egito


A mistura do Brasil com o Egito de fato tem charme e dança bonito.

A cineasta em questão merece mais que um trocadilho porco, afinal não foi a toa que teve dois curtas selecionados para Semana da Crítica de Cannes, abrindo e encerrando uma de suas edições. Se já parece muito pasmem ao saber que esta foi a primeira vez que foram exibidas duas produções de um mesmo autor.


A história não para por aí em quesitos acredite se quiser, Espalhadas pelo Ar, curta-metragem que fechou Cannes com chave de ouro foi o trabalho de conclusão de curso de Vera e contava com uma equipe inteira de marinheiros de primeira viagem, mas que navegaram muito bem e se mostraram muitíssimo talentosos.


Elo, seu segundo curta saiu do forno para a abertura da Semana e conta com a mesma inspiração de seu primeiro trabalho e não por acaso. Justamente essa atmosfera de conexão de vidas aparentemente distintas e de fatos isolados - como nesse caso uma desilusão amorosa e a morte de Elis Regina - é que foram responsáveis por amarrar uma estreia dupla tão brilhante.


Além dos curtas a cineasta assina a direção do clipe Cangote da cantora pernambucana Céu além da parceria com Renata Chebel em Nightwalker, o mais que elogiado recente clipe do cantor Thiago Pethit que conta com a ilustríssima presença da atriz Alice Braga.

No campo da publicidade qual foi minha surpresa ao descobri que é dela três dos comerciais que mais curti, aquele da Claro com um enfoque nas redes sociais, o outro da Hope que ajuda crianças com câncer e o mais que especial de 100 anos do açúcar União que reflete a tradição da data.

Com tudo isso nem é preciso dizer que Vera Egito é uma das apostas no campo do cinema nacional e internacional,mas o melhor é que para além desse reconhecimento todo é um trabalho que vale a pena acompanhar por ser emocionalmente atraente mesmo. Linka além de tudo muita emoção nas imagens, envolvimento e uma séria de coisas que só da pra saber assistindo.

E pra assistir...

espalhadas pelo ar from vera egito on Vimeo.


elo from vera egito on Vimeo.




domingo, 3 de abril de 2011

Musiquinha e chameguinho


A primeira vez que tive contato com os cariocas da Letuce foi por intermédio de Lalá - que sempre descobre as coisas mais fofas do mundo. Esta minha amiga me enviou um vídeo da banda cantando "Depois do Prazer", eu confesso que na hora nem dei a devida atenção, mas é meio assim mesmo que funciona, toda banda tem a hora certa de despertar atenção na gente, muitas vezes é instantâneo, outras vezes não.

Foi num dia, não mais que do nada revendo essas fofuras de vídeos e prestando mais atenção no próprio citado anteriormente (o do Churrasquinho Sunset) é que entendi onde a banda fincou suas raízes e criou sua identidade, aí sim foi amor a primeira vista.

Além da voz suave e melodia que acompanha essa delicadeza do jeito certo, além de fazer essas versões de músicas de pagode romântico, além de arrasar no visual, além de tudo isso a Letícia e o Lucas, integrantes da banda, são fortes candidatos a serem o casal moderno mais fofo, lindo e engraçadinho da face da terra. Os dois são um chamego só, nos clipes, nas apresentações ao vivo, da gosto de ver.

O mais legal disso tudo é que essa virou uma marca registrada da banda, como disse anteriormente o romance do casal se tornou uma identidade única e de muito sucesso. E tudo isso acontece de forma muito natural, leve e cria uma atmosfera gostosa que não enche o saco de quem está ouvindo ou vendo o show.

Acho que mais não dá pra falar, o resto dá pra sentir assistindo ao clipe...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cores de Almodóvar

Filme:Volver

Gênero: Drama

Ano de lançamento:2006

Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar

Se não tivesse se decidido pelo Cinema, Almodóvar teria sido muito bem acolhido no mundo das artes plásticas, seus filmes têm as características visuais tão marcantes como num quadro. Reconhece-se uma película desse renomado espanhol antes mesmo do acesso a sua ficha técnica como uma tela de Tarcila do Amaral. Cores fortes e formas harmoniosamente dispostas são responsáveis por envolver as personagens numa atmosfera provocante, perturbadora e envolvente. A existência dessa terceira presença nas suas obras confere ao cineasta um poder místico de se fazer de palco para sua própria invenção.

Em Volver Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem trabalhadora que sustenta um marido desempregado e uma filha adolescente. Essa mulher vê sua vida mudar no dia em que encontra seu marido morto no chão da cozinha e para piorar sua filha confessa ter assassinado o pai já que o mesmo tentara abusar sexualmente dela.

A protagonista está desamparada e com um grande problema, mas ainda sim em assume a responsabilidade e resolve se livrar do corpo, nesse momento outros acontecimentos cruzam essa história complicando ainda mais. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, liga para lhe contar da morte da sua tia Paula (Yohana Cobo), mas Raimunda não pode ao menos comparecer ao enterro.

A ida de Sole sozinha traz o terceiro elemento dessa história, a mãe das duas que todos julgavam estar morta. Com todas essas arestas que vem a tona na vida dessas mulheres, elas entram em contato com velhos nós do passado que se desatarão aos poucos.

O filme é forte e chega a ser quase surreal, vida e morte convivem no mesmo povoado onde também a loucura faz seus passeios e assim como nossas vidas, chega até a flertar com a comédia ou com a leveza do cotidiano, mas tudo sem escapar do tempero forte e dramático que arremata.

Volver também herda outro traço inconfundível de seu criador, a tradução da alma feminina e todo o seu poder de encantamento e sedução, o foco na força feminina que se apoia na sensualidade faz da mulher uma navalha, verdadeira senhora do destino tanto que no filme a presença masculina é minimizada sem maiores danos, assim recheada de dons especiais se concretiza a trama atroz e marcante numa velocidade estonteante.

domingo, 21 de junho de 2009

Andy, Andy, Andy

Andy_Warhol
Não há como falar em arte sem citar Andy Warhol.
Não há como falar em rock dos anos 60 sem citar Andy Warhol.
Não há como falar em cinema sem citar Andy Warhol.

Em Agosto de 1928 na Eslováquia nascia uma estrela. Andrew Warhola nasceu em Pittisburgh onde aos 17 anos entrou para universidade e conseguiu se graduar em Design, logo depois mudou-se para New York, a cidade que acontece.

Andy trabalhou para revistas como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker. Também fez anúncios publicitários e displays de lojas, esse foi apenas o início de uma carreira de sucesso no mundo das artes visuais dando inicio a sua carreira de artista plástico em 1960 Andy foi o precursor do que hoje chamamos de publicidade.

Tendo as cores gritantes e tintas acrílicas como uma de suas marcas, o artista inovou o conceito de pop art reproduzindo imagens famosas num esquema de repetição que formava um quadro com a mesma imagem em cores diferentes, não é a toa que é conhecido como ícone dessa cultura.

Além das façanhas artísticas, Andy foi também conhecido como mentor intelectual do grupo Velvet Underground e também responsável pela entrada de Nico na banda que visivelmente não era querida na mesma principalmente por Lou, prova disso é o título do primeiro disco da banda: The Velvet Underground And Nico, que traz na capa a imagem de uma banana criada pelo próprio Andy. O estilo de rock experimental que os Velvet faziam não era muito abrangente na década de 60 e por isso não fizeram muito sucesso enquanto a banda existia, diferente do que os componentes imaginavam que seria quando em 1968 'despediram' Andy Warhol e a tão exuberante quanto exótica cantora de voz grave, Nico.

Mas só o campo das artes e da música não eram suficiente para o sr. Warhol que também produziu mais de 60 filmes entre 1963 e 74,tais como: L'Amour, Blue Movie, Milk, Kiss The boot, entre outros os quais eram estrelados por diversos artistas freaks e traziam o experimentalismo em seu estado mais puro, o ambiente desses artistas e o espaço em que ele trabalhava era chamado Factory.

Andy ainda representa um mistério, uma de suas mais famosas citações faz referência ao poder de saber ficar quieto na hora certa: "As palavras enchem espaço. Prefiro encher a carteira" e assim sem sabermos se ele apenas era fruto das circuntâncias, ou se realmente tudo o que fez é fruto de uma suprema genialidade é que Warhol morreu em 1987, após ser operado por um problema na vesicula biliar.

"Sou uma pessoa profundamente superficial." Andy Warhol

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"The Diva and her demons"


Alguém que ganhou cinco Grammys em uma só noite, teve seu disco de estreia aplaudido por público e crítica e que ainda sim é mais visada pela sua vida pessoal que profissional. Essa é Amy Winehouse.

Nascida em Londres Amy é judia filha de pai taxista e mãe farmacêutica, aprendeu com seu pai a ouvir blues e jazz e a influência dessa época é óbvia no trabalho da cantora já que a mesma afirma que não ouve nada atual e se declara alheia a música atual.

Seu primeiro álbum Frank, lançado em 2003 traz em sua maioria composições de sua co-autoria (exceto por duas) e foi muito bem recebido pela crítica, seu trabalho nem de longe pode ser associado com qualquer outro álbum de estreia de algum cantor atual, Amy marcou sua entrada no mercado da música com louvor. Já seu segundo trabalho - e até então o mais atual - conquistou 5 Grammys numa noite em que concorria a seis, dentre os quais: álbum do ano, artista revelação, música do ano, etc. Os prêmios foram em sua maioria em razão do single 'Rehab' que com uma letra auto-biográfica foi alvo da mídia, o que era esperado afinal poucos artistas ousariam se expor assim numa música tal como a senhorita Winehouse fez.

Um dos motivos de Rehab acabar sendo a descrição da própria Amy é o vício da cantora em álcool e drogas pesadas que também são razão de sua passagem por várias clínicas de reabilitação e até mesmo seus problemas com a polícia em 2008 isso fez de Amy o prato cheio dos tablóides sensacionalistas de todo o mundo - que até então tinham por preferência detalhar a vida do músico Peter Doherty (The Libertines, BabyShambles e trabalho solo) - além dos problemas com a dependência a cantora ainda sofre de Bulimia e em Junho de 2008 seu pai declarou que ela poderia estar com uma possivel arritmia cardíaca devido ao uso excessivo de cocaína.

Apesar de Amy não esta mais se apresentando e sem previsão para lançamento de um novo cd, apesar de também os jornais e revistas se preparem todos os dias por sua morte devido a uma overdose ou qualquer problema derivado de seus vícios a fama da cantora só vem crescendo e seu nome não sai das paradas de sucesso.

Amy Winehouse sem dúvida conseguiu o que queria desde quando ainda tinha seus treze anos. Queria ser lembrada por ser simplesmente... Amy Winehouse, cantora e compositora, dona de uma bela voz e uma emoção fora do comum.

P.S:Clique na imagem para ir para a página oficial da cantora (em inglês).