domingo, 11 de setembro de 2011
Lira de Lirinha
terça-feira, 30 de agosto de 2011
China - Moto Contínuo

segunda-feira, 18 de julho de 2011
Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico

Enérgico. Rompante. Aéreo.
Bater Deus e o Diabo no Liquidificador rende uma combinação gostosa e contemporânea. Onze estágios sublimes com experimentações psicodélicas, cotidianas, analíticas, desordeiras e estonteantes.
É de perder a decência.
A mistura que mais parece um coquetel de substâncias psicoativas é o terceiro álbum dos @cerebrais. Um pseudo estudo dessa classe urbanóide, dos dramas da ressaca – moral também conta – ou da cara limpa mesmo e dos amores, por que não? Também há espaço para o amor nessa loucura de vida. Para o melhor dos amores.
Porque “eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama” não é pouca coisa.
Mas as faixas vão além da construção mirabolante/extraordinária das letras, uma explosão de estilos musicais aparecem ligados numa 220V. Circuito ou veias? O que guia essa experimentação tem uma pegada muito forte, é o jeitinho próprio, que no Pareço Moderno já é decisivo, é essa indução ao ultra-contemporâneo. Esse carnaval desestabelecido.
É pra sair, se jogar no iê iê iê, no bafafá...
Mas se não parece satisfatório experimente a cereja do bolo, Hélio Flanders do Vanguart embala uma das canções mais fiéis a minha teoria a respeito do álbum. A Garota Estereótipo, esses pequenos seres clichês que povoam a terra. A terra e a imaginação da maioria dos artistas, meio Alcalina (uma menina fatal...), meio Matriz (menina singular...), mas com um toque de deboche e até delicadeza que só um Cérebro Eletrônico é capaz de produzir.
Resultado final: todobom! Um álbum gostoso que dá vontade de continuar escutando, repetindo e relembrando os outros trabalhos da banda. Nada melhor que saber que vai poder encontrar mais de alguma coisa que você goste muito. Bom que esteja tudo ambientado numa atmosfera parecida, mas que não deixe a sensação de mais do mesmo. Cérebro é assim. Os dados estão Lançados.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Tono Tono!

A banda carioca foi uma das melhores descobertas que eu fiz no Melodybox. Tono tem uma sonoridade gostosa e muito marcante, mesmo suave uma ‘aura’ paira sobre as músicas atribuindo uma identidade que mesmo quando mesclada com outros ritmos se impõe. O segundo álbum da banda merece toda a atenção, lançado em 2010 o disco homônimo ao grupo consegue a proeza de ser todo bom, faixa a faixa.

Não Consigo é a primeira faixa, um bolero envolvente que casa o ritmo ousado com a expressão suave da voz da cantora e é uma das faixas mais características desse trabalho. Destaque para o refrão que consegue desenhar na melodia o que a letra diz.
Segue com Me sara é onde se revela mais uma característica da banda. A presença de dois vocalistas e de gêneros distintos contribui para sustentar a atmosfera de cada canção e contrapor de forma suingada a delicadeza de Claudia e a enérgica – ainda que macia – voz de Rafael.
Sem falsas esperanças tem um balanço gostoso na marcação forte da percussão e seus solos admiráveis de flauta (palavra de semi anti-flautista) e sugere um ritmo gostoso que a continua em Corte no pé, quarta faixa do álbum. Uma explosão de sons que acompanham a letra simples e resulta numa música de grande potencial.
O ritmo todo desacelera na quinta faixa, a única em inglês do disco. O balançar da melodia vai te carregando até te deixar realmente ‘So In’.
Uma vez escutando Aquele Cara na sede do Coletivo a Ana (@anississima) disse ou twittou que eu estava escutando um “arrocha alternativo”. Realmente o ritmo baiano lembra ao longe – e com muito menos ‘requinte’ – será?
"É um afoxé, uma espécie de Macumba" é o que Bem Gil diz sobre a faixa, Ele me Lê é um abre alas – e abre caminhos - das apresentações ao vivo da banda. O ritmo e a repetição dos versos realmente devem funcionar pelo menos pra embalar o público. Oxalá!
Se na faixa anterior os versos eram poucos agora não existem, Mariposa é a única instrumental e seu coro de vozes funciona como outro instrumento melódico. Na minha experiência de audição funciona bem para alinhar meu espírito com a paz que segue no amor de Da Terra pro Sol o dueto delicado que é a canção mais bonita do álbum.
O ritmo contagiante de Sem Falsas Esperanças e Corte no Pé está presente na levada de Distante Demais que conta com um tempero apimentado que dá a presença especial do trombone deixando no ar um pouco do que é de ‘sangue latino’.
O Samba do Blackberry é uma experiência beirando ao indescritível, a letra inusitada e o ritmo quase que inventado é um samba hi-tech que tabém tem seu momento ‘Tono’ com a interferência vocal de Claudia. Sem dúsiva leva o título de faixa delícia.
Fechando essa gama de sons variados e tão expressivos Nega Música é suave, lenta, mas não é morta e surpreende numa saída sintetizada que casa com uma re-execução do álbum.
Destaques:
Me Sara conta com um clipe pra lá de divertido e ainda tem uma versão ‘proibidona’ no melhor estilo todo mundo nu que é melhor ainda, vale conferir.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Bárbara Eugênia - Journal de BAD



