domingo, 14 de agosto de 2011

Ida Maria

As minhas descobertas musicais estão sempre muito atreladas ao meu momento emocional. Desse modo “I Eat Boys Like You For Breakfast” me soa como uma frase genial agora. E de fato foi isso o que me fisgou.

Estava perambulando pelo twitter, quando uma luz se acendeu brilhante, num link que tinha como titulo essa sacada genial, cliquei pra saber do que se tratava e cheguei até Ida Maria.

Ida Maria, rebelde, pulsante, ousada, divertida. Ida Maria, tudo o que eu precisava para o momento.

Como o MySpace caiu e o Toque no Brasil ainda é uma plataforma somente nacional, eu fui ao Youtube minha fonte internacional - sempre ali prontinho e recheado de conteúdo, nunca me deixando na mão – e carreguei tudo o que podia sobre a cantora, sem preferindo as músicas de nome mais inusitados, lógico.

Isso foi alimentando meu interesse e conforme a afinidade com as músicas iam surgindo, fui buscando maiores informações. Google God, sempre eficiente nesse momento. Ida Maria, norueguesa, vinte e poucos anos, sofre de sinestesia (as vezes acho que isso deve ser muito legal), guitarrista, irreverente...

Daí até começar a contextualizar suas músicas a partir dos álbuns lançados foi um pulo. O primeiro grande hit “I Like You So Much Better When You’re Naked” apesar da minha predisposição a me apaixonar sempre pelo primeiro álbum, pareceu meio cru, um monte de palavras jogadas em cima de uma melodia desconexa, nada batia.

Mas talvez meu julgamento tenha sido tão cruel com Fortress Round My Heart porque eu ouvi primeiro Katla, e se você baixar os dois álbuns e repetir a experiência – ouvir o segundo antes do primeiro – vai entender o que estou dizendo. Katla, o segundo trabalho da artista é dosado, é um álbum com corpo, com presença, é de uma rebeldia sexy.

Ida é uma cantora coringa, combina com Bárbara Eugênia na minha playlist, mas também combina com Cibelle. Vai bem com as alfinetadas da Lilly Allen e no aleatório a diferença com a Nina Becker nem é gritante. Vale a pena pelo menos em dias que a gente precise dizer, Como caras como você no meu café da manhã.








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