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sábado, 21 de maio de 2011

13 Melhores títulos de álbuns da música contemporânea-alternativa-nacional

Teorias de amor moderno - Vivendo do Ócio

Um Carinho com os dentes - Porcas Borboletas
Para quem não dispensa odalaxelagnia.

Eu Menti Pra Você - Karina Buhr

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico
A síntese da antítese.

Feito pra Acabar - Marcelo Jeneci
Mas acaba que é bom demais pra acabar.

Uma Tarde na fruteira - Júpiter Maçã
Fruteira... Maçã... Got it?

Aos 28 Anos dei Reset na Minha Vida - Lulina
Destaque para todos os títulos de álbum da Lulina

Canções perdidas num canto qualquer - Volver
Sabor de Choque Elétrico

- Uhuu! - Cidadão Instigado
Onomatopéias sempre!

Berlim, Texas - Thiago Pethit
Referência ao filme e suas inconstâncias como estar em dois lugares ao mesmo tempo.

The Very Best of The Greatest Hits - Sua Mãe



























Nadadenovo - Mombojó
Nada de novo, nada de novo.

Vagarosa - Céu

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cores de Almodóvar

Filme:Volver

Gênero: Drama

Ano de lançamento:2006

Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar

Se não tivesse se decidido pelo Cinema, Almodóvar teria sido muito bem acolhido no mundo das artes plásticas, seus filmes têm as características visuais tão marcantes como num quadro. Reconhece-se uma película desse renomado espanhol antes mesmo do acesso a sua ficha técnica como uma tela de Tarcila do Amaral. Cores fortes e formas harmoniosamente dispostas são responsáveis por envolver as personagens numa atmosfera provocante, perturbadora e envolvente. A existência dessa terceira presença nas suas obras confere ao cineasta um poder místico de se fazer de palco para sua própria invenção.

Em Volver Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem trabalhadora que sustenta um marido desempregado e uma filha adolescente. Essa mulher vê sua vida mudar no dia em que encontra seu marido morto no chão da cozinha e para piorar sua filha confessa ter assassinado o pai já que o mesmo tentara abusar sexualmente dela.

A protagonista está desamparada e com um grande problema, mas ainda sim em assume a responsabilidade e resolve se livrar do corpo, nesse momento outros acontecimentos cruzam essa história complicando ainda mais. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, liga para lhe contar da morte da sua tia Paula (Yohana Cobo), mas Raimunda não pode ao menos comparecer ao enterro.

A ida de Sole sozinha traz o terceiro elemento dessa história, a mãe das duas que todos julgavam estar morta. Com todas essas arestas que vem a tona na vida dessas mulheres, elas entram em contato com velhos nós do passado que se desatarão aos poucos.

O filme é forte e chega a ser quase surreal, vida e morte convivem no mesmo povoado onde também a loucura faz seus passeios e assim como nossas vidas, chega até a flertar com a comédia ou com a leveza do cotidiano, mas tudo sem escapar do tempero forte e dramático que arremata.

Volver também herda outro traço inconfundível de seu criador, a tradução da alma feminina e todo o seu poder de encantamento e sedução, o foco na força feminina que se apoia na sensualidade faz da mulher uma navalha, verdadeira senhora do destino tanto que no filme a presença masculina é minimizada sem maiores danos, assim recheada de dons especiais se concretiza a trama atroz e marcante numa velocidade estonteante.