quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cores de Almodóvar

Filme:Volver

Gênero: Drama

Ano de lançamento:2006

Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar

Se não tivesse se decidido pelo Cinema, Almodóvar teria sido muito bem acolhido no mundo das artes plásticas, seus filmes têm as características visuais tão marcantes como num quadro. Reconhece-se uma película desse renomado espanhol antes mesmo do acesso a sua ficha técnica como uma tela de Tarcila do Amaral. Cores fortes e formas harmoniosamente dispostas são responsáveis por envolver as personagens numa atmosfera provocante, perturbadora e envolvente. A existência dessa terceira presença nas suas obras confere ao cineasta um poder místico de se fazer de palco para sua própria invenção.

Em Volver Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem trabalhadora que sustenta um marido desempregado e uma filha adolescente. Essa mulher vê sua vida mudar no dia em que encontra seu marido morto no chão da cozinha e para piorar sua filha confessa ter assassinado o pai já que o mesmo tentara abusar sexualmente dela.

A protagonista está desamparada e com um grande problema, mas ainda sim em assume a responsabilidade e resolve se livrar do corpo, nesse momento outros acontecimentos cruzam essa história complicando ainda mais. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, liga para lhe contar da morte da sua tia Paula (Yohana Cobo), mas Raimunda não pode ao menos comparecer ao enterro.

A ida de Sole sozinha traz o terceiro elemento dessa história, a mãe das duas que todos julgavam estar morta. Com todas essas arestas que vem a tona na vida dessas mulheres, elas entram em contato com velhos nós do passado que se desatarão aos poucos.

O filme é forte e chega a ser quase surreal, vida e morte convivem no mesmo povoado onde também a loucura faz seus passeios e assim como nossas vidas, chega até a flertar com a comédia ou com a leveza do cotidiano, mas tudo sem escapar do tempero forte e dramático que arremata.

Volver também herda outro traço inconfundível de seu criador, a tradução da alma feminina e todo o seu poder de encantamento e sedução, o foco na força feminina que se apoia na sensualidade faz da mulher uma navalha, verdadeira senhora do destino tanto que no filme a presença masculina é minimizada sem maiores danos, assim recheada de dons especiais se concretiza a trama atroz e marcante numa velocidade estonteante.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Veja você se é namoro ou amizade

O que mais existe por aí é namoro errado. Okay, quem é você Maria Eduarda pra definir o que é namoro certo e namoro errado? Foda-se, não é que seja errado até porque nada é definitivamente errado, mas é que o que mais existe por aí é namorinho de fachada, que está cheio de regras e bla bla blas.

Porque os amigos são tão mais íntimos que os namorados? Porque com os amigos se pode dizer tudo o que pensa e confiar plenamente e pra namorar tem que seguir regras, joguinhos de sedução e etc? Acho que dentro desse contexto não sei namorar, não sei conviver sem falar logo o que penso, sem tratar de igual pra igual.

Não consigo acreditar que com a pessoa com quem você divide momentos mais íntimos, carícias e tal você não pode dividir aquelas coisas mais básicas, tem que ficar escondendo as coisas, tem que ficar desabafando com amigos, pedindo pinião sobre o seu próprio relacionamento para terceiros.

Tudo bem, talvez seja isso o que salve os relacionamentos, mas eu ainda acredito numa forma diferente de amor, porque se não acreditasse nunca teria amado ninguém, nem pelo menos o pouco que eu amei dois ou três por aí… Acredito no amor além das expressões clichês, acredito num amor que marque n.d.a nos testes da Capricho.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Billie Jean

O que podem Caetano Veloso, Gabe Saporta e Peter Doherty ter em comum?
Aparentemente nada além de serem muito bom no que fazem e todos serem músicos, mas acontece que os três além de serem uns dos meus maiores ídolos cantaram em algum momento da sua vida, esta música.

Caetano Veloso - Billie Jean


Cobra Starship - Billie Jean


Babyshambles - Billie Jean


Os artistas tem estilos diferentes entre si, mas a linguagem musical é mesmo universal se tratando de Michae Jackson então a coisa fica ainda mais interligada. O legal é perceber as versões e como a música se encaixa dentro de cada estilo.