segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico

Enérgico. Rompante. Aéreo.

Bater Deus e o Diabo no Liquidificador rende uma combinação gostosa e contemporânea. Onze estágios sublimes com experimentações psicodélicas, cotidianas, analíticas, desordeiras e estonteantes.

É de perder a decência.

A mistura que mais parece um coquetel de substâncias psicoativas é o terceiro álbum dos @cerebrais. Um pseudo estudo dessa classe urbanóide, dos dramas da ressaca – moral também conta – ou da cara limpa mesmo e dos amores, por que não? Também há espaço para o amor nessa loucura de vida. Para o melhor dos amores.

Porque “eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama” não é pouca coisa.

Mas as faixas vão além da construção mirabolante/extraordinária das letras, uma explosão de estilos musicais aparecem ligados numa 220V. Circuito ou veias? O que guia essa experimentação tem uma pegada muito forte, é o jeitinho próprio, que no Pareço Moderno já é decisivo, é essa indução ao ultra-contemporâneo. Esse carnaval desestabelecido.

É pra sair, se jogar no iê iê iê, no bafafá...

Mas se não parece satisfatório experimente a cereja do bolo, Hélio Flanders do Vanguart embala uma das canções mais fiéis a minha teoria a respeito do álbum. A Garota Estereótipo, esses pequenos seres clichês que povoam a terra. A terra e a imaginação da maioria dos artistas, meio Alcalina (uma menina fatal...), meio Matriz (menina singular...), mas com um toque de deboche e até delicadeza que só um Cérebro Eletrônico é capaz de produzir.

Resultado final: todobom! Um álbum gostoso que dá vontade de continuar escutando, repetindo e relembrando os outros trabalhos da banda. Nada melhor que saber que vai poder encontrar mais de alguma coisa que você goste muito. Bom que esteja tudo ambientado numa atmosfera parecida, mas que não deixe a sensação de mais do mesmo. Cérebro é assim. Os dados estão Lançados.



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