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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desvendra

Devendra Banhart
As fotos do Devendra Banhart sempre inspiram minhas langanhagens, vide head do blog (apropriação pura da arte alheia). Essa então desde que vi pela primeira vez, me apaixonei. Tem alguma coisa de muito mágica nos olhos. 

Não há muito mais o que falar. Pensei na duração do vídeo, um minuto parece deixar tudo mais chato, pensei, pensei e resolvi deixar assim, a gente valoriza demais os segundos isolados e esquece do conjunto, esquece de perder um pouco dessas horas do tempo para simplesmente olhar.

O Afoxé Ele Me Lê é da banda Tono, que já deu seus pulos por aqui. O título é um jogo de palavras proposital, para bom entendedor meia palavra basta.

Check it out.


domingo, 28 de agosto de 2011

Miranda July


Miranda July é uma linda. Videomaker, artista, escritora e dona das ideia mais divertidas, lindas e inusitadas que um ser humano pode ter.

Não há como falar, o trabalho de Miranda só tem efeito quando é visto mesmo. Eu fui vendo aos poucos até depois linkar que todas aquelas coisas bacanas vinham de uma só pessoa.

Então para fisgar o coração dos desconcentrados um pedacinho do que O Futuro promete ser...

Miranda July: The Future on Nowness.com.

E se você além de distraíd@ é assim como eu "do amor" vai adorar Learning to Love You More eu prometo realizar pelo menos 7 dos 70 pontos e postar aqui. Se alguém quiser me acompanhar o pior é que pode acontecer é você aprender a se amar mais.

Se você quer passar por uma experiência diferente, que tal visitar O Corredor?

The Hallway from The Hallway on Vimeo.


Além de filmes, exposições, fotografias e tudo o mais Miranda também faz esculturas, no projeto Eleven Heavy Things (onze coisas pesadas) ela flerta com essa possibilidade de interação das peças com as pessoas.

Muitas fotos do projeto eu vi no Don't Touch My Moleskine que tem um acervo muito bom principalmente quando se trata de July.



Para saber mais: mirandajuly.com


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Entre Amigos

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Eu já até falei sobre isso por aqui antes, os artistas e seus projetos paralelos. O curioso é que dentro desse universo existe uma serie de infinitas combinações que podem gerar resultados múltiplos e inusitados.

Como exemplo dessa pluralidade a trupe de Devendra Banhart, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti contabiliza pelo menos seis projetos. É claro que contabilizando os outros artistas envolvidos o número de bandas aumenta consideravelmente, mas creio que esses três - seis? - já geram informação suficiente.

Amarante original do grupo Los Hermanos aproveitou a parada da banda para respirar novos ares e se instalar fora do Brasil. Já nos Estados Unidos participou do álbum Smokey Rolls Down Thunder Canyon do Devendra Banhart gravando a faixa Rose e não demorou muito para se juntar a Fabrizio e sua namorada Binki Shapiro formando o Little Joy.

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Fab que é baterista da banda The Strokes que 'na época' também estava meio de recesso meio em rumores de volta embarcou em outros projetos paralelos ao LJ como o mais que experimental Megapuss em conjunto com Devendra Banhart e Gregory Rogove - da banda Prietsbird. A dupla Dev e Greg ainda volta a se juntar a Amarante e outros músicos para formar o conjunto Devendra & the Grogs.


Em seus projetos originais os três artistas apesar de terem estilos muito diferentes aqui no Brasil conquistaram um público bem parecido - analisando por níveis não há um fã de Devendra que não conheça The Strokes que por sua vez compartilha seus fãs com a banda carioca Los Hermanos que é uma espécie de marco dessa cena toda.

A tendência é que essa diversidade toda agrade, algumas a mais gente, outras refinem seu público pela nível de 'excentricidade', mas são todas passíveis de atenção porque mesmo que não virem grandes hits são manifestações contemporâneas muito expressivas ou simplesmente interações divertidas.

domingo, 15 de maio de 2011

Verdade Tropical

Já faz tempo que eu queria ler esse livro que me encantara em tudo começando do nome. Mas demorei até comprar, demorei tanto a ponto da edição normal se esgotar e eu tendo que acabar comprando a de bolso mesmo.

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A obra de Caetano sempre me instigou muito, desde bem pequena na verdade. É dele o primeiro álbum que tenho recordação de ouvir, minhas primeiras memórias musicais. Na verdade era uma coletânea dessas de série tipo "Perfil", "Novelas", "Milenium", essa se chamava "Minha História" e o nome não poderia ser melhor.

Verdade Tropical é um livro especificamente sobre a Tropicália e sua narrativa traz a visão do Caetano dos anos 90 sobre aquele jovem que organiza o movimento lá em meados de 60. Um Caetano cujas incertezas e a ingenuidade são inimagináveis e não só se desvendam através da delicadeza de personalidade, das memórias da infância como se afirmam cruciais para criação de um movimento tão legítimo e original.


Movimento este que consiste na maior ruptura sociológica na história da música nacional, uma quebra de paradigmas tão grande que acabou atingindo outros pontos como a estrutura da própria política. E aqui eu coloco propositalmente a música antes da política porque eu não sei qual é a opinião da maioria das pessoas, mas antes de ir a fundo na obra de autores como Chico Buarque, Maria Bethânia e o próprio Caetano Veloso - principalmente neste livro - eu imaginava uma politização desses artistas muito maior do que o que realmente era. Um engajamento contra o caos militar que elementos como as prisões e o exílio alimentam, mas que o próprio Verdade Tropical desmistifica.

Se em particular eu já julgava a obra em uma perspectiva muito mais artística, passei então a crer num movimento todo embasado nessa ideia. Uma contra-cultura musical que brincava com a alienação da jovem guarda mas reconhecia o apelo popular de artistas como Roberto Carlos e valorizava isso. Ao passo que questionava justamente o que estava posto como MPB e o que era então a "música de esquerda" na época com Geraldo Vandré, Edu Lobo e etc.


A Tropicália fazia a junção fantástica da vulgaridade de Carmem Miranda com a estranheza psicodélica do rock traduzindo tudo a nível popular e ao mesmo tempo com um refinado requinte intelectual. Era a mistura desse boom criativo que o Brasil exalava na época com o Cinema Novo e os poetas concretistas. É um movimento filho de Terra em Transe com Chega de Saudade.


Caetano e sua cabeleira longa, seu rebolado e sua sexualidade ambígua. A loucura genial de Tom Zé que irradiava até no olhar. A inteligência cativante de Gil capaz de traduzir Hendrix usando uma linguagem Jorge Ben. A ousadia psicodélica dos Mutantes tocando de costas para o público. Toda essa incontestável atraente rebeldia esteve durante esses dias nas minhas mãos e rechada de contextualizações e referências que completam o sentido da obra.


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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cores de Almodóvar

Filme:Volver

Gênero: Drama

Ano de lançamento:2006

Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar

Se não tivesse se decidido pelo Cinema, Almodóvar teria sido muito bem acolhido no mundo das artes plásticas, seus filmes têm as características visuais tão marcantes como num quadro. Reconhece-se uma película desse renomado espanhol antes mesmo do acesso a sua ficha técnica como uma tela de Tarcila do Amaral. Cores fortes e formas harmoniosamente dispostas são responsáveis por envolver as personagens numa atmosfera provocante, perturbadora e envolvente. A existência dessa terceira presença nas suas obras confere ao cineasta um poder místico de se fazer de palco para sua própria invenção.

Em Volver Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem trabalhadora que sustenta um marido desempregado e uma filha adolescente. Essa mulher vê sua vida mudar no dia em que encontra seu marido morto no chão da cozinha e para piorar sua filha confessa ter assassinado o pai já que o mesmo tentara abusar sexualmente dela.

A protagonista está desamparada e com um grande problema, mas ainda sim em assume a responsabilidade e resolve se livrar do corpo, nesse momento outros acontecimentos cruzam essa história complicando ainda mais. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, liga para lhe contar da morte da sua tia Paula (Yohana Cobo), mas Raimunda não pode ao menos comparecer ao enterro.

A ida de Sole sozinha traz o terceiro elemento dessa história, a mãe das duas que todos julgavam estar morta. Com todas essas arestas que vem a tona na vida dessas mulheres, elas entram em contato com velhos nós do passado que se desatarão aos poucos.

O filme é forte e chega a ser quase surreal, vida e morte convivem no mesmo povoado onde também a loucura faz seus passeios e assim como nossas vidas, chega até a flertar com a comédia ou com a leveza do cotidiano, mas tudo sem escapar do tempero forte e dramático que arremata.

Volver também herda outro traço inconfundível de seu criador, a tradução da alma feminina e todo o seu poder de encantamento e sedução, o foco na força feminina que se apoia na sensualidade faz da mulher uma navalha, verdadeira senhora do destino tanto que no filme a presença masculina é minimizada sem maiores danos, assim recheada de dons especiais se concretiza a trama atroz e marcante numa velocidade estonteante.

domingo, 21 de junho de 2009

Andy, Andy, Andy

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Não há como falar em arte sem citar Andy Warhol.
Não há como falar em rock dos anos 60 sem citar Andy Warhol.
Não há como falar em cinema sem citar Andy Warhol.

Em Agosto de 1928 na Eslováquia nascia uma estrela. Andrew Warhola nasceu em Pittisburgh onde aos 17 anos entrou para universidade e conseguiu se graduar em Design, logo depois mudou-se para New York, a cidade que acontece.

Andy trabalhou para revistas como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker. Também fez anúncios publicitários e displays de lojas, esse foi apenas o início de uma carreira de sucesso no mundo das artes visuais dando inicio a sua carreira de artista plástico em 1960 Andy foi o precursor do que hoje chamamos de publicidade.

Tendo as cores gritantes e tintas acrílicas como uma de suas marcas, o artista inovou o conceito de pop art reproduzindo imagens famosas num esquema de repetição que formava um quadro com a mesma imagem em cores diferentes, não é a toa que é conhecido como ícone dessa cultura.

Além das façanhas artísticas, Andy foi também conhecido como mentor intelectual do grupo Velvet Underground e também responsável pela entrada de Nico na banda que visivelmente não era querida na mesma principalmente por Lou, prova disso é o título do primeiro disco da banda: The Velvet Underground And Nico, que traz na capa a imagem de uma banana criada pelo próprio Andy. O estilo de rock experimental que os Velvet faziam não era muito abrangente na década de 60 e por isso não fizeram muito sucesso enquanto a banda existia, diferente do que os componentes imaginavam que seria quando em 1968 'despediram' Andy Warhol e a tão exuberante quanto exótica cantora de voz grave, Nico.

Mas só o campo das artes e da música não eram suficiente para o sr. Warhol que também produziu mais de 60 filmes entre 1963 e 74,tais como: L'Amour, Blue Movie, Milk, Kiss The boot, entre outros os quais eram estrelados por diversos artistas freaks e traziam o experimentalismo em seu estado mais puro, o ambiente desses artistas e o espaço em que ele trabalhava era chamado Factory.

Andy ainda representa um mistério, uma de suas mais famosas citações faz referência ao poder de saber ficar quieto na hora certa: "As palavras enchem espaço. Prefiro encher a carteira" e assim sem sabermos se ele apenas era fruto das circuntâncias, ou se realmente tudo o que fez é fruto de uma suprema genialidade é que Warhol morreu em 1987, após ser operado por um problema na vesicula biliar.

"Sou uma pessoa profundamente superficial." Andy Warhol

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