Ressuscito o espaço pela necessidade de falar de um assunto que sempre rondou o blog: música. Mas não só de música... Mas pra que fica nessa de vou falar sobre isso e aquilo? Melhor é dizer logo.
Ao passado quando entrei no Coletivo Suíça Bahiana e Circuito Fora do Eixo recebi um dos primeiros kits da rede, um super distribuição de um rapper um tal de Emicida que era um nome em que todos apostavam e um cara parceirão da rede. Eu não conhecia, não gostava de rap, ou melhor não tinha proximidade com o estilo.
Esse ano em 2011 assistindo o VMB dou de cara com o artista do ano, o novo VJ, ( e o headline do Festival Suíça Bahiana) o tal do Emicida. Mas o quadro já é outro, impossível não saber quem ele agora, tenho colegas de faculdade apaixonadas por ele e tudo (tipo Justin Bieber, sabe?). Na mesma premiação Criolo levou uma porrada de prêmios e ainda cantou com Caetano Veloso e o Emicida tocou com Macaco Bong e que já topou com Gilberto Gil num desses palcos da vida.
Esse breve histórico é só pra justificar a minha visão sobre isso tudo, não conheci o Emicida do nada, nem o Criolo, todos vieram apresentados por uma plataforma que tem um embasamento do caralho. E tudo isso é o que me faz concluir que o que está acontecendo com os caras não são fatos isolados.
A construção do independente está acontecendo, é real. Daí a importância de um Circuito como Fora do Eixo que ano passado fez com que a mixtape do Emicida chegasse a mais de 50 cidades do Brasil e que esse ano pode fazer chegar a mais de cem. Aí vem um cara ou dois dizer que nunca viu um artista da rede sair do lugar que estava quando tudo começou. Onde é que estava essa galera a cinco anos atrás?
Não quero só afirmar o Circuito, o FDE é só um lado. Acho que a cena alternativa não é mais 'alternativa' o jogo virou e a produção de música de qualidade necessariamente passa por aqui em algum ponto e agora falo como futura jornalista: onde é que estão esses meus colegas? Dormindo? Assistindo a coluna do Nelson Motta e relembrando os velhos tempos enquanto o mundo se transforma?
Até quando a melhor revista sobre música atual - a revista Noize - vai ser inferior a Rolling Stone? Aqui a gente distribui em média vinte revistas Noize por mês (e distribuiria quanto mais estivesse disponível), quantas Rolling Stone são vendidas nas bancas de Conquista?
Cena alternativa a quê? Nos padrões de quem? Tem que ver isso aí hein...
Muito bom o post. Você faz faculdade de quê?
ResponderExcluirFaço Comunicalção Social - Jornalismo, (:.
ResponderExcluirNa UESB?
ResponderExcluirIsso :)
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