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domingo, 24 de julho de 2011

Afinal, o que querem as mulheres?

Não que a postagem tenha muito a ver com o seriado da rede Globo, apenas a raiz do pensamento é a mesma. Afinal, o que querem as mulheres?

Analisando numa perspectiva ampla, as mulheres querem muitas coisas... Mas o que elas querem dos homens? O motivo que me levou a refletir sobre isso foi algumas músicas que vão além de canções de amor e fazem um estudo exclusivo do papel masculino.

Homens de verdade são sensíveis ou machões?

Amy Winehouse diz - dizia? - “You should be stronger than me” (você deveria ser mais forte que eu) numa música que reclama do que atualmente consideramos o tipo ideal de homem, dedicado e cuidadoso, carinho ao extremo, a letra ainda vai mais além com frases provocativas como "Don't you know you supposed to be the man?" (Você não sabe que deveria se ro homem?) ou... "I'm not gonna meet your mother anytime" (Não vou conhecer sua mãe hora nenhuma). Tudo isso para defender o tipo machão, que não perde tempo com bobagens sentimentais.

De forma enfática, mas divertida Katy Perry também se mostra revoltada com os trejeitos efeminados do seu parceiro. Ainda mais direta e ousada a cantora declara enfática “ur so gay that you dont even like boys”. Numa descrição do ‘jovem moderno’ e seus cuidados excessivos com a imagem. Quando as críticas caem nesse campo é impossível não questionar a sexualidade do homem em questão, sempre acusando ou se perguntando: 'Será que ele é gay?'


Por outro lado Lulina, mesmo com sua delicadeza infinita idealiza em Meu príncipe um homem que inverta os papéis com sua parceira, "arruma toda a casa, prepara minha comida enquanto eu tô no botequim". Um exímio exemplar doméstico com todas as características vista pela nossa sociedade como femininas.

Cibelle se junta ao time das menininhas ‘pra frente’ com seus garotos moderninhos buscando um exemplar direto de marte, que use roupas legais e ofereça uma bebida. Será que os homens interessantes só existem em Marte agora? A gentileza masculina está evaporando mais rápido que a água?

Claro que o que realmente conta é a afinidade entre as pessoas e que não existe uma receita de como produzir o homem perfeito. Mas uma coisa é verdade, independente do estilo mais rústico ou delicado da figura em questão o que importa é quebrar esses clichês que cercam os relacionamentos e sobre isso a dupla Miranda Kassin e André Frateschi dão uma senhora lição de moral na classe masculina seguida de uma das canções mais lindas da banda Cérebro Eletrônico, Dê.

E chega dessa eterna covardia amorosa.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico

Enérgico. Rompante. Aéreo.

Bater Deus e o Diabo no Liquidificador rende uma combinação gostosa e contemporânea. Onze estágios sublimes com experimentações psicodélicas, cotidianas, analíticas, desordeiras e estonteantes.

É de perder a decência.

A mistura que mais parece um coquetel de substâncias psicoativas é o terceiro álbum dos @cerebrais. Um pseudo estudo dessa classe urbanóide, dos dramas da ressaca – moral também conta – ou da cara limpa mesmo e dos amores, por que não? Também há espaço para o amor nessa loucura de vida. Para o melhor dos amores.

Porque “eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama” não é pouca coisa.

Mas as faixas vão além da construção mirabolante/extraordinária das letras, uma explosão de estilos musicais aparecem ligados numa 220V. Circuito ou veias? O que guia essa experimentação tem uma pegada muito forte, é o jeitinho próprio, que no Pareço Moderno já é decisivo, é essa indução ao ultra-contemporâneo. Esse carnaval desestabelecido.

É pra sair, se jogar no iê iê iê, no bafafá...

Mas se não parece satisfatório experimente a cereja do bolo, Hélio Flanders do Vanguart embala uma das canções mais fiéis a minha teoria a respeito do álbum. A Garota Estereótipo, esses pequenos seres clichês que povoam a terra. A terra e a imaginação da maioria dos artistas, meio Alcalina (uma menina fatal...), meio Matriz (menina singular...), mas com um toque de deboche e até delicadeza que só um Cérebro Eletrônico é capaz de produzir.

Resultado final: todobom! Um álbum gostoso que dá vontade de continuar escutando, repetindo e relembrando os outros trabalhos da banda. Nada melhor que saber que vai poder encontrar mais de alguma coisa que você goste muito. Bom que esteja tudo ambientado numa atmosfera parecida, mas que não deixe a sensação de mais do mesmo. Cérebro é assim. Os dados estão Lançados.



sábado, 21 de maio de 2011

13 Melhores títulos de álbuns da música contemporânea-alternativa-nacional

Teorias de amor moderno - Vivendo do Ócio

Um Carinho com os dentes - Porcas Borboletas
Para quem não dispensa odalaxelagnia.

Eu Menti Pra Você - Karina Buhr

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico
A síntese da antítese.

Feito pra Acabar - Marcelo Jeneci
Mas acaba que é bom demais pra acabar.

Uma Tarde na fruteira - Júpiter Maçã
Fruteira... Maçã... Got it?

Aos 28 Anos dei Reset na Minha Vida - Lulina
Destaque para todos os títulos de álbum da Lulina

Canções perdidas num canto qualquer - Volver
Sabor de Choque Elétrico

- Uhuu! - Cidadão Instigado
Onomatopéias sempre!

Berlim, Texas - Thiago Pethit
Referência ao filme e suas inconstâncias como estar em dois lugares ao mesmo tempo.

The Very Best of The Greatest Hits - Sua Mãe



























Nadadenovo - Mombojó
Nada de novo, nada de novo.

Vagarosa - Céu