domingo, 12 de junho de 2011

Marcha da Liberdade

Estava relutante em escrever a respeito, mas a insensibilidade de alguns (poucos, ainda bem) me motivou. Não em nome da organização da Marcha, porque não vou ser porta-voz de ninguém se não da minha própria indignação e consciência.

Se você acha que a polícia tem direito de agir violentamente contra as pessoas que decidem se manifestar, se você concorda que lutar a favor da liberdade e do direito de livre expressão é inútil, se você acha que que se manifesta não tem mais o que fazer, eu tenho uma coisa pra te dizer: reveja seus conceitos.

A maioria das pessoas que eu conheço adoram estudar o período recente da história do Brasil com suas lutas estudantis pelo final da Ditatura, com as manifestações artísticas a flor da pele, diretas já e etc. É uma pena que muitas dessas pessoas não sejam capazes de enxergar o que está acontecendo agora, não seja capaz de ver que ainda podemos nos manifestar que muitas vezes os movimentos que começam no virtual precisam sair e ganhar força no espaço real.

Uma série de comentários contra a Marcha da Liberdade chegou até mim por acaso, estava pronta para receber críticas bem construídas e disposta a debater sobre isso, mas o que veio foi tão decepcionante, piegas e clichê que chegou a ser cômico.

"Porque vocês não lutam contra a fome, a pobreza, etc etc ao invés de marchar pela liberdade, etc etc..."

Eu poderia responder isso com uma simples pergunta: O que você tem feito a favor dessas causas? Mas prefiro explicar e quem sabe assim alguém entenda e para de uma vez com essa indagação sem sentido.

Existem milhares de pessoas no Brasil, milhões no mundo e muitas delas vivem em condições diferentes. Existem diferentes classes e com isso diferentes necessidades para ser supridas, muitas pessoas tem sanadas suas necessidades primárias como comida e moradia e precisam de mais segurança por exemplo, outras se sentem seguras mas precisam de mais espaço para lazer e reivindicam mais fontes de cultura e educação.

Com isso antes de perguntar sempre porque não nos conectamos às necessidades primárias lembre-se que existem outros interesses e não é que não nos importamos com as crianças que passam fome e frio, a gente só está apoiando outras causas e construindo uma sociedade melhor por outros caminhos.

"Vocês são desocupados, ao invés de marchar bla bla bla procurem uma trouxa de roupa pra lavar etc, etc"

Olha todos nós temos sim o que fazer e estamos fazendo, porque além dos nossos afazeres pessoais - acredite muitos de nós lavam roupa! - a gente ainda se preocupa com algo mais, nos preocupamos com as pessoas que saem de casa e vão para a rua protestar pacificamente e as vezes não voltam para casa porque são injustamente presos, ou pior, voltam marcados pela violência.

"Maconheiros, blá blá, blá, marcha da maconha, etc etc, etc."

Eu não fumo maconha, mas sou a favor da descriminalização. Mas não é essa a bandeira da vez, não estamos fazendo a "Marcha da Maconha". Sim, o evento que originou tudo isso foi a violência com que os policiais repreenderam os manifestantes a favor da legalização, mas o que nos preocupou principalmente foi a forma de repreensão, a violência. Se você deixa passar uma coisa assim só porque não é usuário da erva ou não foi com você fique atento você está dando espaço para a repressão chegar até a sua porta.

E aqui fica o meu recado para você que é contra quem 'fuma maconha na rua' mas faz uso dentro de casa e é contra a descriminalização, você alimenta o tráfico tanto quanto outro e pior, se sente confortável nessa posição.

Acho que é isso, não estamos a favor da maconha, mas não estamos contra ela, não somos um movimento gay, mas queremos direitos iguais para todos, mas acima de tudo isso somos pessoas que querem se unir e marchar juntas, que entendem que não dá pra se calar nunca. Se você já se sente completamente livre ótimo! Venha e celebre isso com a gente!

Sejam mais compreensivos e menos agressivos, não se armem contra quem não quer luta. Não estimulem os preconceitos e estereótipos.

Pausa para Atualizações

Na dúvida sobre o que falar fica claro a minha incapacidade escolher um assunto só. Os dias, as semanas, os meses e o ano estão fluindo para um campo novo repleto de possibilidades deliciosas, novos projetos, novos lugares e novas pessoas estão surgindo e é claro novos movimentos.

Tudo isso me impulsiona todas as peças se encaixando, umas mais que outras é claro, mas não se pode ter tudo e por hora me contento.

Tanta vontade de falar sobre tudo, explicar com pormenores o que está acontecendo, mas faltam palavras. Mas ainda sobram os códigos, ainda povoam os sinais, as imagens, os indícios. Os rastros.

"Os pés que pisoteiam
o asfalto
não são meus
não são meus
nem são seus
os seus andam
com os meus"
Dos Pés - Bárbara Eugênia e Tatá Aeroplano


Dia dos Namorados

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Se alguém quiser escrever uma canção de amor, fica a dica.

domingo, 22 de maio de 2011

Legalizar ou não não sendo questão...


A repressão sofrida pelos manifestantes na Marcha da Maconha leva a pensar em questões além da legalização. E muito mais básicas que isso como o direito de se expressar livremente.

A violência usada pelos policiais para reprimir o movimento me assusta. Quão longe o uso da força e da violência vão em nome da sociedade e qual a necessidade disso diante de uma manifestação pacífica?

A repressão aos jornalistas sobretudo é o principal ponto para perceber que alguma coisa está errada. Se uma justificativa falha pode - ainda que com contestações - ser aceita para acatar a maneira agressiva com que agiram os policiais contra os manifestantes. Nada pode servir como desculpa para o ato grosseiro e a tentativa de afastar a imprensa, a tentativa que impedir um profissional de cumprir o seu dever.

Mais do que isso a repressão implica em proibir que a informação chegue a sociedade e isso fere ao direito previsto na Constituição. Já que são os cidadãos que pagam o imposto que paga os salários destes profissionais os mesmos tem o direito de saber como essas corporações trabalham dentro da sociedade e se o papel a eles dirigidos estão ou não sendo cumpridos de acordo com a lei - que curiosamente os mesmos devem assegurar.

O que acontece é que o sistema está funcionando muito bem para oprimir o lado mais fraco enquanto os verdadeiros problemas que assolam a população ainda estão soltos. Estão batendo em pessoas conscientes que fazem direito do seu direito de se expressar enquanto dezenas de traficantes que comandam e reorganizam os grandes centros periféricos continuam a exercer o seu poder nos morros.

Eu continuo a me perguntar, porque é que isso continua assim se até eu que nunca disputei uma eleição - nem pretendo - sei que está errado?

sábado, 21 de maio de 2011

13 Melhores títulos de álbuns da música contemporânea-alternativa-nacional

Teorias de amor moderno - Vivendo do Ócio

Um Carinho com os dentes - Porcas Borboletas
Para quem não dispensa odalaxelagnia.

Eu Menti Pra Você - Karina Buhr

Deus e o Diabo no Liquidificador - Cérebro Eletrônico
A síntese da antítese.

Feito pra Acabar - Marcelo Jeneci
Mas acaba que é bom demais pra acabar.

Uma Tarde na fruteira - Júpiter Maçã
Fruteira... Maçã... Got it?

Aos 28 Anos dei Reset na Minha Vida - Lulina
Destaque para todos os títulos de álbum da Lulina

Canções perdidas num canto qualquer - Volver
Sabor de Choque Elétrico

- Uhuu! - Cidadão Instigado
Onomatopéias sempre!

Berlim, Texas - Thiago Pethit
Referência ao filme e suas inconstâncias como estar em dois lugares ao mesmo tempo.

The Very Best of The Greatest Hits - Sua Mãe



























Nadadenovo - Mombojó
Nada de novo, nada de novo.

Vagarosa - Céu