Dizem que a solidão é o mal do século, mas o que eu vejo são as pessoas cada vez mais conectadas umas as outras. Essas ideias não são contrárias quando analisamos que na verdade a linha que conecta essas relações é esse medo da solidão. Só que esse cordão é fraco e o que tem acontecido é uma super onda de 'eu te amo' com pouco amor de verdade.
Acho que esse super convívio mal concretizado é que é o mal do século, ninguém sabe como é estar consigo mesmo e como se sentir bem aturando sua própria existência, não sabem também desenvolver amizades sinceras, dignas de verdadeira confiança... Aquela amizade que não precisa ser alimentada com doses de presença todos os dias, sabe? Porque você pode confiar que mesmo na ausência os sentimentos daquela pessoa ainda são os mesmos.
Ninguém está a fim de se preparar para receber a missão de ser amigo de alguém na verdade, mas todos exigem lealdade, todo mundo quer cada vez mais estar cercado de gente. Isso não é o ruim, mas é mesmo necessário que seja o tempo todo? É gostoso dar risadas, conversar e trocar informações, é gostoso interagir. Mas nem só dessa interação é formado o ser humano, precisamos de um tempo pra absorver essas informações e resignificá-las, não dá pra viver só do outro - ou dos outros - não é saudável e nem construtivo.
Não sou contra as manifestações de amor a primeira vista, mas me acho realista o suficiente pra perceber que isso não acontece muito, o que acontece mais é aquela coisa de afinidade, mas isso é só uma porta para um caminho de troca de experiências, mas tem gente que fica parado ali mesmo, vendo o caminho de longe e achando que já conhece todos os obstáculos.
P.s: explicando o título.
Lembrando que não se pode considerar tempo sozinho aquele que se passa ligado na tela do computador ou de seus gadgets.
ResponderExcluirPrecisamos as vezes é deligar os modens para o externo, de modo que possamos fazer a conexão profunda com o Eu. Assim a gente consegue digerir tudo isso que nos é, por vezes, colocado goela a baixo.
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Duda,
vai nas configuraçoes do blog e coloca para os comentarios serem em nova janela. Rola mais bacana.
Amei o título!
ResponderExcluirPara mim houve uma banalização da frase "eu te amo" as pessoas se permitem dizê-la de forma tão despreocupada e frívola que ela acabou perdendo sua força, sua potência.
Hoje em dia " te amo" não quer dizer muito para mim.
Mas assim, se se tratando de redes sociais, sabe que já me apaixonei mil vezes pelo perfil de pessoas que encontro por aí? É engraçado.