terça-feira, 20 de setembro de 2011

Andei, andei, andei pra Luz



Lurdez da Luz, cantora, compositora e mulher.

O clima de nostalgia perdurou na minha playlist, a não ser o Lira, lançamento solo do Lirinha só tenho ouvido álbuns já bem conhecidos. Bem, nem tanto. Tenho descobrido muita coisa dentro de coisas que já ouvia faz tempo.

Voltei a ouvir Na Confraria das Sedutoras, álbum do Três na Massa que tem uma cantora a cada faixa, conheci muitas delas por lá, mas como isso de descobrir artistas depende do feelling, não posso dizer que depois daí conheci todos os trabalhos de todas as artistas. O lado bom é que sempre sobra alguma coisa pra ser redescoberta em audições posteriores.


Assim foi que entre as loucuras de trabalhos pra fazer, ouvindo o álbum distraidamente casou de um dos meus respiros caírem na faixa 12, Sem Fôlego com Lurdez da Luz, já tinha ouvido muito falar a respeito e até escrevi sobre ela - alias numa das postagens mais legais que fiz pro site da Música Fora do Eixo - aí as experiências, a letra, o ritmo e a minha própria vontade de me aproximar do Rap nacional me aproximaram da luz.

Meu produto é interno e bruto.

Lurdez é linda! Sempre bem vestida e exalando bom astral  canta o amor, idealiza, sonha, coloca tudo isso num ritmo gostoso, suingado. É uma experiência diferente do que a gente espera quando ouve o termo rap, acho que pra começar a se inserir nesse mundo é um ótimo começo, a identificação feminina vai ser bem natural.

Seu primeiro álbum - homônimo - é lindo, a capa, o conteúdo, tudo, tudo. Vai ser reprensado pela Fora do Eixo Discos e logo logo vai chegar na nossa banquinha. Na nossa ou em qualquer uma próxima a você (/merchan). 



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vagabundos

No conexão vivo...

- Moço você é o Pedro Luís, do Pedro Luis e a Parede?

Desde sexta no encontro com o Pedro falso fiquei com saudade de ouvir o álbum Vagabundo do Ney Matogrosso e PLAP.


Admiro muito o Ney e a interação dele com a nova geração da música brasileira, não que esse exemplo seja o mais fiel, mas o show com a banda Tono que eu até postei aqui o vídeo e a versão de Veja Bem, Meu Bem dos Hermanos ilustram bem isso.

Vagabundo é uma experiência divina, uma sonoridade que tem gosto de pecado, do melhor deles. As vozes casaram, ou treparam bem.

É como se Ney fosse a cachaça e Pedro Luis e a parede limão e açúcar, os dois ficam indiscutivelmente melhor juntos.

Duvida?

domingo, 11 de setembro de 2011

Lira de Lirinha


Lirinha_large

José Paes de Lira, o Lirinha do Cordel do Fogo Encantado lançou seu primeiro álbum solo. Pra quem está com saudade dos tambores do Cordel ainda não é satisfatório, mas para quem delirava de vontade de ouvir de novo a voz marcante e as letras que rasgam a gente por dentro, é uma experiência fantástica.

"Mas ninguém viu a marca no meu corpo, como é que pode alguém entrar e dentro se desmanchar?"

É um remédio pra quem sofre de saudade, quem vive de amor, quem se alimenta de paixões. Pode não ser forte como a gente tá acostumado a sentir a presença do Lirinha, mas é arrebatador dentro da sua nova atmosfera, dos novos caminhos da suas melodias que agora deixa de ser essencialmente percussiva  e ganha outros embalos.


O disco conta com a participação de Otto na faixa Valete e é particularmente especial não só pela presença do cantor, mas pelo tom diferente da música, a suavidade, o nível de entrega. Valete também conta com a voz de Ângela Ro Ro (sim, aquela mesma...). Fernando Catatau toca violão em Sidarta e eu fiquei com gostinho de quero voz - ai, aquele sotaque...

Falando em participações, quem fecha o álbum é João Diniz Paes de Lira, filho de Lirinha que interpreta uma música de sua própria autoria, o mais interessante é que é em inglês, quebra de linguagem, mas não de emoção.

Com tudo isso só dá pra dizer que Lira é um álbum todobom!, completo, lindo! E está dispoível para download no site oficial com todas as letras, ficha técnica e demais informações.

19 anos

Passei um dos melhores aniversários da minha curta vida. Tanto que só tive tempo de postar aqui a respeito hoje.

Comentei com alguns amigos que parecia que eu ia morrer com 18 anos. Tanta coisa aconteceu durante esse tempo, conheci tanta gente, tive tantas experiências que eu podia jurar que não ia acabar mais nunca. Um ciclo do qual não posso me queixar. 

Mas eis que dia 8 eu fiz aniversário, 19 anos e o corpo cheio de esperança, me cobriram de abraços fortes, de recados meigos, de felicitações. E no meio de isso tudo as minhas amigas lindas - ah, sempre elas! - Dadai e Lalá me presentearam com a coisa mais especial que já recebi em toda minha vida.


Ganhei um livrinho feito a mão pelas duas que me deixou besta, uma reunião de CDs de playlists e fotos que são minha história, para além da minha amizade com elas, alias a partir da minha amizade com elas, já que são pessoas que estão envolvidas no meu espaço, na minha rotina, contribuindo para a minha contínua (des)construção. 
Duas das poucas no mundo com quem eu consigo relaxar e se sentir em casa, seja onde for.










Não tenho palavras pra explicar a importância desse gesto. Sou uma pessoa completamente dependente de demonstrações de afeto - pode chamar de carente, nem ligo, amor é bom e eu gosto - e não são raras as vezes que ponho em dúvida o afeto que as pessoas sentem por mim, é um defeito, eu sei, mas cada um com seu e tentando superar, não é mesmo?
Eu pelo menos já tenho a que recorrer quando cair numa dessas crises mico e se o livrinho não estiver por perto, não tem problema, já gravei as páginas de trás pras frente e até mesmo a ordem das musicas.

Carnavaliza a vida, coração!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desvendra

Devendra Banhart
As fotos do Devendra Banhart sempre inspiram minhas langanhagens, vide head do blog (apropriação pura da arte alheia). Essa então desde que vi pela primeira vez, me apaixonei. Tem alguma coisa de muito mágica nos olhos. 

Não há muito mais o que falar. Pensei na duração do vídeo, um minuto parece deixar tudo mais chato, pensei, pensei e resolvi deixar assim, a gente valoriza demais os segundos isolados e esquece do conjunto, esquece de perder um pouco dessas horas do tempo para simplesmente olhar.

O Afoxé Ele Me Lê é da banda Tono, que já deu seus pulos por aqui. O título é um jogo de palavras proposital, para bom entendedor meia palavra basta.

Check it out.